Agências da ONU lançam campanha para acelerar combate à desnutrição no Sudão do Sul

Segundo o UNICEF e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), cerca de 237 mil crianças sofrem de má nutrição severa no país. Objetivo das agências da ONU é alcançar mais de 250 mil crianças até o fim de 2015.

Kuot, de dois anos de idade, sendo tratado de desnutrição aguda grave no Hospital de Crianças de Al-Shabbah, apoiado pelo UNICEF, em Juba, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Sebastian Rich

Kuot, de dois anos de idade, sendo tratado de desnutrição aguda grave no Hospital de Crianças de Al-Shabbah, apoiado pelo UNICEF, em Juba, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Sebastian Rich

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) lançaram uma campanha para mobilizar 240 voluntários para intensificar o combate à desnutrição no Sudão do Sul. A ação ocorre após um relatório indicar que 3,9 milhões de sul-sudaneses vivem em “situação severa” de insegurança alimentar.

A Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC) indicou que a situação de uma grande parcela da população no Sudão do Sul atinge a escala cinco – o nível máximo, considerado “catastrófico” –, nunca antes registrada no país desde o início da guerra civil, em dezembro de 2013.

Segundo as agências da ONU, cerca de 237 mil crianças sofrem de má nutrição severa no país. As duas agências da ONU têm como objetivo ir de porta em porta em Warrap, no Sudão do Sul, para atender aos que sofrem de desnutrição. O objetivo é alcançar mais de 250 mil crianças até o fim de 2015.

De acordo com o relatório, lançado na semana passada, pelo menos 30 mil sul-sudaneses vivem em condições extremas de fome e , somente em Warrap, 26 mil crianças estão desnutridas. Apesar de a região não ser diretamente afetada pelo conflito em curso no país, o alto nível de insegurança alimentar, o consumo inadequado de comida, as doenças e o acesso limitado a serviços de saúde e nutrição contribuem para o alto índice de crianças desnutridas.