Agências da ONU lançam Ano Internacional das Cooperativas 2012

As cooperativas operam em todos os setores da economia e oferecem mais empregos do que as empresas multinacionais, afirmam três agências da ONU responsáveis pelo lançamento do Ano.

Ano Internacional das Cooperativas 2012A ação das cooperativas agrícolas é um importante mecanismo de garantia da segurança alimentar e redução da pobreza. Elas beneficiam diretamente o pequeno agricultor ao aumentar seu poder de negociação e a capacidade de compartilhar recursos, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A agência lançou na última segunda-feira (31/10) o Ano Internacional das Cooperativas 2012, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Desde associações de pequeno porte até contratos milionários em escala global, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contam com mais de 800 milhões de associados e garantem 100 milhões de empregos no mundo – 20% a mais do que as empresas multinacionais. Em 2008, as 300 maiores cooperativas do mundo movimentaram cerca de um trilhão de dólar, valor três vezes superior ao PIB (Pruto Interno Bruto) argentino daquele ano, por exemplo.

No Brasil, as cooperativas foram responsáveis por 37,2% do PIB agrícola e de 5,4% do PIB nacional em 2009, garantindo cerca de 3,6 bilhões de dólares em exportações.

Fortalecidos dentro de um grupo maior, os agricultores têm condições de negociar contratos melhores e preços mais justos para insumos como sementes, fertilizantes e equipamentos. Além disso, as cooperativas oferecem condições que os agricultores dificilmente aproveitariam individualmente, como a garantia do direito à terra e melhores ofertas de mercado.

Apoio às cooperativas agrícolas

Durante 2012 e nos anos subsequentes, as três agências estarão comprometidas no apoio às cooperativas, consideradas um modelo de negócio viável e adaptável às necessidades das comunidades rurais dos países em desenvolvimento.

Entre as propostas estão dar suporte a iniciativas para entender melhor o funcionamento das cooperativas, auxiliar a formação de redes que permitam aos agricultores reunir ativos e competências para superar barreiras de mercado e outras limitações como a falta de acesso aos recursos naturais.

As agências também estarão engajadas no diálogo com os governos e a sociedade civil para a implementação de políticas, leis e projetos que levem em consideração as necessidades de homens e mulheres no campo. O intuito é criar um ambiente adequado para o crescimento das cooperativas agrícolas.