Agências da ONU defendem investimento no meio rural para lidar com migrações

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A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta semana (24) uma nova parceria para auxiliar países na criação de políticas que combinem gestão migratória e desenvolvimento agrícola. Para agências da ONU, países devem compreender as causas dos deslocamentos humanos, preservar direitos de migrantes e explorar seu potencial.

Crianças da Mongólia, no condado de Dadal, zona rural. Foto: Banco Mundial/Khasar Sandag

Crianças da Mongólia, no condado de Dadal, zona rural. Foto: Banco Mundial/Khasar Sandag

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta semana (24) uma nova parceria para auxiliar países na criação de políticas que combinem gestão migratória e crescimento no meio rural. Em 2018, ambas as agências da ONU compartilharão a presidência do Grupo Mundial sobre Migração, organismo responsável por aconselhar governos em estratégias sobre deslocamento humano.

De acordo com as duas organizações, a cooperação vai difundir um enfoque de desenvolvimento, que aborde as causas da migração irregular, mas que também incorpore a questão migratória nos planejamentos nacionais dos países. A OIM e a FAO defenderão que Estados-membros reconheçam com clareza a necessidade de lidar tanto com os fenômenos por trás dos deslocamentos, quanto de explorar o potencial desses movimentos.

Para a FAO, nações precisam investir na criação de empregos em zonas rurais, pontos de origem das migrações, além de promover a resiliência das famílias, cuja subsistência depende em grande medida da agricultura. Uma das preocupações das agências das Nações Unidas é a inclusão da pauta das migrações também nas políticas sobre mudanças climáticas.

A parceria vem num momento crucial — 2018 é o ano definido pela comunidade internacional para a adoção de dois novos pactos globais sobre deslocamentos humanos, um sobre migração e outro sobre refúgio. Ambos os marcos preveem a adoção de compromissos com a garantia dos direitos e da segurança das pessoas que atravessam fronteiras.

Com sua experiência em promoção da segurança alimentar e auxílio para agricultores familiares, a FAO contribuirá com os debates do Grupo Mundial sobre migração forçada. Em julho de 2017, durante a conferência anual da agência das Nações Unidas, a OIM também defendeu medidas para enfrentar a migração induzida pelas alterações dos padrões climáticos e alertou para os vínculos entre alimentação e deslocamento.


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