Agência humanitária da ONU lança novo plano de resposta à crise venezuelana

A agência humanitária das Nações Unidas lançou nesta quarta-feira (14) um novo plano de resposta que pretende ajudar cerca de 2,6 milhões de venezuelanos até o fim do ano, quase a metade deles, jovens.

Lembrando que o plano “só representa um número limitado de pessoas em necessidade”, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que são necessários 223 milhões de dólares de doadores para atingir esse objetivo.

Acnayeli (centro), de 9 anos, fugiu da violência na Venezuela e vive agora com sua mãe e irmã em Cúcuta, na Colômbia (abril de 2019). Foto: UNICEF/Arcos

Acnayeli (centro), de 9 anos, fugiu da violência na Venezuela e vive agora com sua mãe e irmã em Cúcuta, na Colômbia (abril de 2019). Foto: UNICEF/Arcos

A agência humanitária das Nações Unidas lançou nesta quarta-feira (14) um novo plano de resposta que pretende ajudar cerca de 2,6 milhões de venezuelanos até o fim do ano, quase a metade deles, jovens.

Lembrando que o plano “só representa um número limitado de pessoas em necessidade”, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que são necessários 223 milhões de dólares de doadores para atingir esse objetivo.

Um esforço coletivo para coordenar e intensificar a resposta humanitária em andamento, o plano pretende mitigar significativamente o impacto da crise nas populações mais vulneráveis do país.

Tensões por toda a Venezuela começaram a aumentar no fim de janeiro, quando Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional do país, desafiou a legitimidade do presidente Nicolás Maduro e foi declarado presidente interino pela Assembleia Nacional. Maduro está no poder desde 2013 e fez novo juramento no cargo para um segundo mandato em 10 de janeiro, após disputadas eleições boicotadas pela oposição.

“O plano de resposta humanitária inclui 1,2 milhão de meninas e meninos, nas áreas de saúde, água, saneamento e higiene, segurança alimentar, nutrição, proteção, abrigo, itens não alimentares e educação”, disse o coordenador humanitário da ONU para a Venezuela, Peter Grohmann.

Durante o primeiro semestre, a ONU estabeleceu um sistema coordenado para aumentar as capacidades de resposta humanitária que incluía organizações não governamentais nacionais e internacionais, a Cruz Vermelha como observadora e o OCHA como apoiador.

“O plano fornece diretrizes reconhecidas internacionalmente para uma resposta transparente, bem coordenada e efetiva, tendo como alvo as populações mais vulneráveis”, disse o oficial da ONU, que lidera a equipe humanitária da Organização no país. “Peço urgentemente que os doadores apoiem esse plano”.

Ao mesmo tempo, Grohmann também pediu que o governo venezuelano, a sociedade e a comunidade internacional “trabalhem juntos e se comprometam a ajudar os venezuelanos em necessidade de assistência, incluindo a criação de um consenso sobre formas de financiar o plano”.

Ao fortalecer a capacidade de organizações humanitárias e ampliar o espaço operacional no país, o plano estabelece as bases para ampliar sua resposta no ano que vem para atingir uma porção maior da população.

Embora suas capacidades operacionais estejam prontas para serem entregues, a iniciativa é “modesta em termos de resposta à escala de necessidades”, afirmou Grohmann, acrescentando que esta será revisada e ampliada no ano que vem, “com base em novas informações disponíveis sobre necessidades e capacidades”.


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