Agência de saúde da ONU completa 115 anos

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) celebrou no último 2 de dezembro seu aniversário de 115 anos. A agência é o organismo internacional de saúde pública mais antigo do mundo. Ao longo de mais de um século, a entidade trabalhou junto aos países das Américas para promover o bem-estar na região, defendendo o atendimento de qualidade à população.

Atual sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, D.C.. Foto: OPAS

Atual sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, D.C.. Foto: OPAS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) celebrou no último 2 de dezembro seu aniversário de 115 anos. A agência é o organismo internacional de saúde pública mais antigo do mundo. Ao longo de mais de um século, a entidade trabalhou junto aos países das Américas para promover o bem-estar na região, defendendo o atendimento de qualidade à população.

Desde 1902, ano em que foi fundada a OPAS, a expectativa de vida nas Américas aumentou em 30 anos. A região erradicou a varíola e a poliomielite, além de conseguir acabar com a transmissão endêmica do sarampo e da rubéola. Outra conquista foi a eliminação da transmissão vertical — de mãe para filho — do HIV e da sífilis em Cuba e em seis países do Caribe.

Com o apoio da OPAS, Colômbia, Equador, Guatemala e México erradicaram a oncocercose. O Brasil, Chile e Paraguai eliminaram a doença de Chagas. O México também conseguiu pôr fim ao tracoma. Entre outros avanços lembrados pela agência da ONU, estão reduções significativas nos índices de mortalidade infantil, bem como expansões da cobertura de saúde para os grupos mais pobres e vulneráveis.

A instituição também chama atenção para a implementação, no decorrer de seus 115 anos de existência, de medidas legislativas, regulatórias e fiscais para combater fatores de risco associados a doenças não transmissíveis.

Em seus princípios, a cooperação pan-americana em saúde se concentrou no combate à febre amarela e a outras enfermidades infecciosas que se disseminavam ao final do século XIX e início do século XX, devido ao crescimento do comércio marítimo.

Assinatura de acordo que tornou a OPAS parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ONU. Foto: Departamento de Informação Pública das Nações Unidas

Assinatura de acordo que tornou a OPAS parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ONU. Foto: Departamento de Informação Pública das Nações Unidas

Atualmente, a OPAS é uma instituição multilateral consolidada, que reúne 35 Estados-membros das Américas e desenvolve ações em diversas frentes — emergências, epidemiologia, resposta a surtos, organização de serviços de saúde e planejamento sanitário, saúde mental, saúde ambiental, legislação sanitária, entidades reguladoras, imunização e outras áreas.

A agência regional impulsionou a ratificação por 29 países das Américas da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Outra conquista foi a criação de uma Semana de Vacinação das Américas, cujo sucesso inspirou a realização de uma Semana Mundial de Imunização.

A OPAS lembra ainda que a América Latina e o Caribe é a região com menor mortalidade infantil entre todas as outras regiões em desenvolvimento, além de possuir os índices mais altos de cobertura do tratamento antirretroviral para HIV entre as zonas do planeta consideradas de renda média e baixa.

Em 1949, a OPAS foi reconhecida como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, é considerada parte do Sistema das Nações Unidas. A entidade também é a instituição especializada em saúde do sistema interamericano, ao lado da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


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