Agência da ONU retira 135 migrantes do Níger detidos na Líbia

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Em meio a crescentes confrontos violentos entre grupos armados rivais na capital da Líbia, Trípoli, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou com sucesso por via aérea 135 migrantes e refugiados para segurança no Níger.

Muitos migrantes nigerinos a caminho da Europa são interceptados enquanto tentam cruzar o Mar Mediterrâneo, terminando em centros de detenção na Líbia e voltando para casa com relatos de terríveis abusos de direitos humanos que sofreram.

Em Trípoli, na Líbia, Mohamed e Mariam são fotografados com bebê, ao lado de fora de centro de detenção de onde foram retirados com destino ao Níger. Foto: ACNUR/Noor Elshin

Em Trípoli, na Líbia, Mohamed e Mariam são fotografados com bebê, ao lado de fora de centro de detenção de onde foram retirados com destino ao Níger. Foto: ACNUR/Noor Elshin

Em meio a crescentes confrontos violentos entre grupos armados rivais na capital da Líbia, Trípoli, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou com sucesso por via aérea 135 migrantes e refugiados para segurança no Níger.

A equipe da agência teve desafios de segurança, incluindo ameaça de troca de tiros intermitente entre milícias rivais.

Muitos dos retirados estavam sendo mantidos em centros de detenção na Líbia há diversos meses, vivendo em condições precárias e sofrendo com problemas de nutrição e saúde.

Eles agora estão hospedados sob o programa de trânsito de emergência do ACNUR, pendendo soluções mais permanentes. O chefe da missão do ACNUR na Líbia, Roberto Mignone, disse que, para muitos nigerinos, resgate significa a diferença entre viver e morrer.

“Estas retiradas são uma fuga que muda e salva as vidas de refugiados presos na Líbia”, disse. “Refugiados e migrantes em centros de detenção frequentemente sofrem com condições precárias e estão sob risco de serem vendidos para traficantes e contrabandistas”.

Muitos migrantes nigerinos a caminho da Europa são interceptados enquanto tentam cruzar o Mar Mediterrâneo, terminando em centros de detenção na Líbia e voltando para casa com relatos de terríveis abusos de direitos humanos que sofreram.

Esta retirada, a primeira da Líbia desde junho, leva para 1.997 o número de migrantes e solicitantes de refúgio retirados desde dezembro de 2017.

Outros 85 refugiados de Síria, Sudão e Eritreia também foram levados para segurança relativa nesta semana, com auxílio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), e irão passar alguns dias no Mecanismo de Trânsito de Emergência do ACNUR antes de voarem à Noruega.

O ACNUR elogia os esforços de países que apresentaram ofertas para receber refugiados que deixam a Líbia, e pede para nações de reassentamento acelerarem os processos.

“Pessoas estão sendo interceptadas na costa da Líbia mais rápido do que nós podemos retirá-las”, disse Mignone. “Somos profundamente gratos àqueles que se apresentaram como locais de reassentamento, mas a verdade é que precisamos de mais retiradas, com maior frequência”.


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