Agência da ONU recebe prêmio por combate ao sarampo e à rubéola nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recebeu na semana passada (7) o prêmio “Campeã da Iniciativa contra o Sarampo e a Rubéola” por seu trabalho na eliminação de ambas as doenças nas Américas.

Em 2016, foi declarada a eliminação do sarampo nas Américas, após o anúncio, em 2015, de eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. A região foi a primeira do mundo a eliminar as três doenças, por meio de um esforço de 22 anos que envolveu vacinação em massa contra o sarampo, caxumba e rubéola na região.

Sarampo tornou-se a quinta doença evitável por vacinação eliminada nas Américas. Foto: EBC

Sarampo tornou-se a quinta doença evitável por vacinação eliminada nas Américas. Foto: EBC

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recebeu na semana passada (7) em Washington D.C., nos Estados Unidos, o prêmio “Campeã da Iniciativa contra o Sarampo e a Rubéola” por seu trabalho na eliminação de ambas as doenças nas Américas.

Em 2016, foi declarada a eliminação do sarampo nas Américas, após o anúncio, em 2015, de eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. A região foi a primeira do mundo a eliminar as três doenças, por meio de um esforço de 22 anos que envolveu vacinação em massa contra o sarampo, caxumba e rubéola na região.

“Estamos extremamente gratos por este prêmio pela eliminação de sarampo e rubéola, mas sabemos que não podemos baixar a guarda ainda. Casos de sarampo ainda circulam em outras regiões do mundo”, afirmou Carissa Etienne, diretora da OPAS/OMS. “A continuação da vacinação, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e o aumento da comunicação com as comunidades são as melhores maneiras de prevenir o sarampo”, completou.

Etienne aceitou o prêmio durante o encontro anual de parceiros da Iniciativa contra o Sarampo e a Rubéola na capital norte-americana. A OPAS foi nomeada ao prêmio pelos membros do comitê de planejamento da iniciativa, entre eles Cruz Vermelha Americana, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), OMS e Fundação das Nações Unidas.

“As realizações da OPAS na eliminação do sarampo e da rubéola marcam duas coisas importantes”, disse Mary Agocs, consultora sênior da Iniciativa na Cruz Vermelha Americana. “Em primeiro lugar, (a organização) mostrou ao mundo que realmente é possível eliminar o sarampo e a rubéola. Em segundo lugar, forneceu um plano sobre como isso pode ser feito”.

Antes de 1980, quando teve início uma ampla vacinação contra o sarampo, a doença chegou a causar 2,6 milhões de mortes ao ano em todo o mundo, 12 mil delas nas Américas. Antes da vacinação contra a rubéola em grande escala, de 16 mil a 20 mil crianças nasciam com síndrome da rubéola congênita todos os anos na América Latina e no Caribe; somente em 1997, mais de 158 mil casos de rubéola foram relatados. Durante o último grande surto de rubéola (1964-1965), 20 mil crianças nasceram com essa condição nos EUA.

A estratégia da OPAS/OMS para a eliminação do sarampo recomendou aos países três linhas de ação: realizar campanha nacional para que crianças e adolescentes entre 1 e 14 anos atualizassem a vacina contra o sarampo; fortalecer a vacinação de rotina para atingir, no mínimo, 95% das crianças a cada ano; e promover campanhas de massa para acompanhamento, com o objetivo de que ao menos 95% das crianças entre 1 e 4 anos tenha acesso a uma segunda dose da vacina.

Ao fim da década de 1990, os países do Caribe de língua inglesa foram pioneiros no uso de campanhas massivas de vacinação contra a rubéola dirigidas a adolescentes e adultos. Com o apoio da OPAS/OMS e de seu Fundo Rotatório para aquisição de vacinas, que ajuda países a obterem vacinas a um preço mais baixo, cerca de 250 milhões de adolescentes e adultos em 32 países e territórios foram vacinados contra a doença entre 1998 e 2008.

O progresso global contra o sarampo foi impressionante. Em pouco mais de uma década, mais de 2 bilhões de doses de vacinas contra essa enfermidade foram entregues a crianças em 88 países; além disso, 153 países incluem a vacina contra a rubéola em seu calendário nacional de vacinação e está previsto que mais 10 países a introduzam em 2017. Somente em 2016, 135 milhões de crianças receberam vacinas contra sarampo ou rubéola durante campanhas de imunização. Outras intervenções de saúde pública também foram entregues em adição à vacina contra o sarampo ou sarampo-rubéola durante 78% dessas campanhas.

A Iniciativa contra o Sarampo e a Rubéola e seus parceiros forneceram 16 anos de apoio aos países, ajudando assim a salvar milhões de vidas. Em 2000, antes da formação do projeto, mais de 562 mil crianças morreram em todo o mundo devido às complicações do sarampo a cada ano. Graças ao apoio da iniciativa e de parceiros, incluindo a Gavi — Vaccine Alliance, as vacinas contra o sarampo salvaram cerca de 20,3 milhões de vidas de 2000 até o final de 2015.