Agência da ONU realiza concurso para jornalistas que cobrem movimentos migratórios na América do Sul

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Jornalistas trabalhando no Brasil podem concorrer ao Prêmio Sul-Americano de Jornalismo sobre Migração, competição realizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Até 20 de janeiro de 2018, a premiação recebe inscrições de reportagens divulgadas na imprensa, rádio, televisão ou plataformas digitais.

Iniciativa reconhecerá trabalhos que tenham conscientizado o público sobre os direitos dos migrantes, incluindo os direitos a saúde, trabalho e educação. Temas como igualdade de gênero e combate ao preconceito também nortearão a avaliação das matérias.

Imigrantes haitianos em Iñapari, no Peru. A rota é usada por muitos para alcançar o Brasil pela fronteira com o Acre, para depois seguirem para centros urbanos. Segundo as mais recentes estimativas, mais de 50 mil haitianos já migraram para o Brasil desde o terremoto que atingiu o país caribenho, em janeiro de 2010. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Imigrantes haitianos em Iñapari, no Peru. A rota é usada por muitos para alcançar o Brasil pela fronteira com o Acre, para depois seguirem para centros urbanos. Milhares de haitianos já migraram para o Brasil desde o terremoto que atingiu o país caribenho, em janeiro de 2010. Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.

Jornalistas trabalhando no Brasil podem concorrer ao Prêmio Sul-Americano de Jornalismo sobre Migração, competição realizada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Até 20 de janeiro de 2018, a premiação recebe inscrições de reportagens divulgadas na imprensa, rádio, televisão ou plataformas digitais. Matérias deverão ter sido publicadas entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de dezembro de 2017.

Também podem participar profissionais de veículos de comunicação da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Acesse a página do concurso clicando aqui (em português).

A premiação reconhecerá trabalhos que tenham conscientizado o público sobre os direitos dos migrantes, incluindo os direitos a saúde, trabalho e educação. A seleção valorizará as reportagens que ressaltaram as contribuições sociais, econômicas e culturais dos movimentos migratórios para os países de destino. Temas como igualdade de gênero e combate ao preconceito também nortearão a avaliação das matérias.

“Os meios de comunicação desempenham um papel-chave não apenas para informar, como também para formar a opinião pública sobre migração”, aponta o diretor regional da OIM para a América do Sul, Diego Beltrand.

“Com o Prêmio Sul-Americano de Jornalismo, queremos reconhecer o trabalho dos e das jornalistas que, através de suas matérias sobre migração, com enfoque de direitos humanos, tenham contribuído para mudar a percepção negativa sobre as pessoas migrantes, para tornar visível sua contribuição positiva, bem como para prevenir a xenofobia, o racismo e a discriminação.”

Os dez jornalistas ganhadores — será escolhido um repórter por país participante — serão convidados para cerimônia de entrega do prêmio, em Buenos Aires, tendo passagem aérea e hospedagem pagos pela OIM. Durante a estadia na capital argentina, os profissionais participarão de uma capacitação sobre a cobertura midiática dos movimentos migratórios voltada para a promoção dos direitos humanos.

Os vencedores serão anunciados em fevereiro de 2018, após análise das inscrições, que será feita por especialistas das áreas de comunicação e migração.

A realização do concurso é um dos esforços da OIM que se soma a campanhas já existentes para lutar contra a xenofobia — a iniciativa “Sou Migrante”, da própria agência, e “Juntos”, das Nações Unidas.


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