Agência da ONU quer acesso seguro e imediato a cidade sitiada no Iêmen para distribuir alimentos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a entregar água para as pessoas na cidade de Taiz, no Iêmen. Foto: OMS Iêmen

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) solicitou nesta quinta-feira (29) que o “acesso seguro e imediato” a Taiz, no Iêmen, seja assegurado para que a agência possa prestar assistência aos moradores da cidade sitiada. A última vez em que o parceiro local do PMA esteve presente na área para distribuir suprimentos foi há mais de cinco semanas.

Taiz é a capital da província homônima que, em conjunto com outros nove departamentos do Iêmen, apresenta níveis ‘emergenciais’ de insegurança alimentar. Em setembro e outubro, o PMA conseguiu oferecer assistência alimentar a mais de 2 milhões de pessoas por mês no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também realiza operações na região.

A última missão que chegou a Taiz entregou provisões para cerca de 240 mil pessoas afetadas pelo conflito. “Pedimos o acesso imediato e seguro à cidade para prevenir uma tragédia humanitária na medida em que os suprimentos acabam, ameaçando as vidas de milhares, incluindo mulheres, crianças e idosos”, afirmou o diretor regional do PMA para o Oriente Médio, o norte da África, a Europa Oriental e a Ásia Central, Muhannad Hadi.

A segurança alimentar do Iêmen, que já era frágil, foi agravada pelo começo de um novo ciclo de tensões no país, ao final de março. Em menos de um ano, três milhões de pessoas passaram a enfrentar fome considerada severa. Esse valor chega a 7,6 milhões, se consideradas as pessoas que já passavam fome. O nível de insegurança alimentar requer assistência externa urgente, segundo o PMA.