Agência da ONU promove evento no semiárido para lembrar Dia Nacional da Caatinga

Para evitar a desertificação na caatinga e promover práticas do manejo adequado desses solos, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, lembrou o Dia Nacional da Caatinga (28 de abril) com uma agenda especial em Aracaju, capital de Sergipe.

A caatinga, uma vegetação rala e frágil, ocupa 10% do território brasileiro. Foto: EBC

A caatinga, uma vegetação rala e frágil, ocupa 10% do território brasileiro. Foto: EBC

José Iris da Silva, morador do assentamento de Walmir Mota, em Canindé, interior de Sergipe, cultiva gado nos solos do semiárido. “A gente sabe que, para ter gado, tem que preservar a caatinga, não adianta desmatar que não vai mais ter pasto natural, tem que fazer de forma sustentável”, conta Silva.

A caatinga ocupa atualmente 10% do território brasileiro e está presente no solo do semiárido, em todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo.  A vegetação, por ser rala e frágil, requer manejo adequado de suas terras para que o solo não sofra degradação e chegue ao esgotamento.

Para evitar a desertificação na caatinga e promover práticas do manejo adequado desses solos, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, comemorou o Dia Nacional da Caatinga (28 de abril) com uma agenda especial em Aracaju, capital de Sergipe.

O objetivo foi promover a integração das instituições envolvidas no projeto Manejo do Uso Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro, que conta com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Durante a agenda especial do projeto, que teve início na terça-feira (26), as instituições envolvidas se reuniram para mostrar seu histórico. “Ficaram claros o contexto em que cada uma delas está inserida e os resultados que têm obtido em suas trajetórias”, afirma o diretor de combate à desertificação do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Campello.

O evento também proporcionou importante troca de experiências a serem consideradas no planejamento das ações. “O manejo sustentável, tema do projeto, evitará que as terras dos agricultores familiares se tornem degradadas e proporcionará um cultivo fértil e rentável”, destaca Marina Ribeiro, oficial de programa da unidade de desenvolvimento sustentável do PNUD.

Durante a agenda especial, também foi realizado um seminário sobre as ações do projeto e para a formalização do seu Comitê Consultivo, além da 1ª Reunião Anual do Grupo de Trabalho Interinstitucional Permanente de Combate à Desertificação de Sergipe (GPCD), sob a coordenação do governo do estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.