Agência da ONU promove conferência na Costa Rica para discutir crise de refugiados na América Central

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam nos dias 6 e 7 de julho em San José, na Costa Rica, uma mesa-redonda sobre refugiados e deslocados internos do Triângulo Norte da América Central — Guatemala, Honduras e El Salvador.

O número de refugiados e solicitantes de refúgio desses três países atingiu 109,8 mil em 2015, aumento de mais de cinco vezes em três anos, com a maior parte buscando segurança em países como México e Estados Unidos. Sessão de abertura será transmitida ao vivo pela Internet.

Esmeralda* com sua filha Sara* em Chiapas, México. Junto com seu marido e seus três filhos, ela escapou do aumento da violência em El Salvador e obteve status de refugiada no México. (*) Nomes trocados por razões de proteção. Foto: ACNUR/M.Redondo

Esmeralda* com sua filha Sara* em Chiapas, México. Junto com seu marido e seus três filhos, ela escapou do aumento da violência em El Salvador e obteve status de refugiada no México. (*) Nomes trocados por razões de proteção. Foto: ACNUR/M.Redondo

A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam nos dias 6 e 7 de julho em San José, na Costa Rica, uma mesa-redonda sobre refugiados e deslocados internos do Triângulo Norte da América Central — Guatemala, Honduras e El Salvador — e sobre a necessidade de se chegar a soluções para a situação que demanda proteção internacional.

O evento é a primeira reunião internacional sobre o deslocamento forçado na América Central e reunirá representantes de diferentes países, agências da ONU e de ajuda humanitária e de desenvolvimento nos níveis nacional e regional, incluindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial e organizações não-governamentais.

Promovido pelo governo da Costa Rica com o apoio do Sistema de Integração da América Central, o encontro acontecerá duas semanas após o lançamento do relatório anual do ACNUR, denominado “Tendências Globais”, que mostrou um forte aumento no deslocamento forçado nas Américas em 2015.

O número de refugiados e solicitantes de refúgio de El Salvador, Guatemala e Honduras atingiu o total de 109,8 mil pessoas em 2015, aumento de mais de cinco vezes em três anos, com a maior parte deles buscando segurança em países como México e Estados Unidos.

As populações nestes três países, conhecidos como o Triângulo Norte da América Central, foram duramente atingidas pela violência generalizada, promovida por grupos criminosos transnacionais organizados e armados.

A reunião da Costa Rica também irá ajudar a definir uma agenda para esta região antes da conferência especial da ONU sobre refugiados e migrantes, a ser realizada na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, em Nova York, além de outra conferência similar convocada pelo governo dos Estados Unidos, também em setembro.

A abertura da reunião de San José será feita pela vice-presidente da Costa Rica, Ana Helena Chacón Echeverria, pelo alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, e pelo secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

O evento terá a participarão de delegações de 13 países e 12 organizações internacionais, juntamente com agências da ONU, ONGs, instituições acadêmicas, entre outros.

O encontro é inspirado pela Declaração e Plano de Ação do Brasil, que foi assinado em 2014 por 28 países e três territórios da América Latina e do Caribe, e salienta a importância central da cooperação internacional para enfrentar os desafios de proteção na América Central atualmente.

A sessão de abertura na quarta-feira (6) será transmitida ao vivo pela Internet (clique aqui) das 11h00 às 11h45 (horário de Brasília).