Agência da ONU pede maior participação do setor privado em prol dos refugiados no Brasil

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Em encontro realizado no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresentou exemplos de como o setor privado no Brasil pode oferecer oportunidades e soluções para a proteção de pessoas refugiadas.

Palestrantes do ACNUR, do governo da Suécia, da HRW e da sociedade civil dialogam com o público durante evento “Refúgio, Proteção e o Contexto Internacional”, realizado no MIS-SP. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Palestrantes do ACNUR, do governo da Suécia, da HRW e da sociedade civil dialogam com o público durante evento “Refúgio, Proteção e o Contexto Internacional”, realizado no MIS-SP. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em debate realizado com especialistas da área de refúgio e direitos humanos, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresentou iniciativas implementadas na maior cidade da América do Sul como exemplos de atuação do setor privado favoráveis à inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho.

Com o tema “Refúgio, Proteção e o Contexto Internacional”, o encontro realizado no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) foi promovido pela Human Rights Watch (HRW).

O evento teve a presença do embaixador da Suécia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn; do especialista em crises humanitárias e proteção de civis em conflitos, Iain Levine (vice-presidente da HRW); do ex-secretário nacional de Justiça Beto Vasconcelos; e de organizações da sociedade civil, como a Caritas Arquidiocesana de São Paulo e ADUS, ambas parceiras do ACNUR.

A chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão, explicou o conceito jurídico que fundamenta o reconhecimento do status de refugiado no Brasil e citou projetos que a agência da ONU implementa na cidade em parceria com empresas privadas, organizações e iniciativas sociais.

Refugiados sírios durante atendimento médico no Hospital da Universidade Santo Amaro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Refugiados sírios durante atendimento médico no Hospital da Universidade Santo Amaro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Entre eles, está a iniciativa “Empoderando Refugiadas”, os encontros de mentoria empreendedora do Creatathon e o projeto “Tapa no Portifa”, todos voltados para apoiar o ingresso de refugiados no mercado de trabalho e promover sua autossuficiência. “O setor privado pode contribuir e facilitar a integração de pessoas refugiadas no Brasil e em qualquer parte do mundo”, ressaltou Isabela.

Exemplo disso foi dado pelo relato do embaixador Hjelmborn, para quem “a possibilidade de fazer com que refugiados tenham acesso à boas escolas, moradias adequadas e acesso ao mercado de trabalho é essencial para a integração destas pessoas em necessidade de proteção internacional”. “Tais medidas envolvem diretamente a participação do setor privado, atuando em colaboração com o poder público e com as propostas inovadoras da sociedade civil”.

Enquanto o ex-secretário nacional de Justiça pontuou os avanços conquistados pela legislação brasileira nos últimos anos, como a concessão de vistos humanitários para as pessoas afetadas pelo conflito na Síria e a assinatura pelo Brasil das duas convenções sobre apatridia e de outros acordos internacionais, Levine, vice-presidente da HRW, destacou o papel da organização internacional.

O público presente pôde visitar a impactante exposição fotográfica “Farida, um Conto Sírio”, que está em cartaz no MIS. A exposição inédita é resultado do trabalho do fotógrafo Mauricio Lima, primeiro brasileiro a receber o consagrado Prêmio Pulitzer (2016) e que, neste trabalho, acompanhou durante seis meses o fluxo migratório de refugiados do Oriente Médio à Europa. A classificação indicativa da exposição é 16 anos e pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 12h às 20h e aos domingos e feriados, das 11h às 19h.

Parte da exposição “Farida, um Conto Sírio”, do fotógrafo Mauricio Lima, em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Parte da exposição “Farida, um Conto Sírio”, do fotógrafo Mauricio Lima, em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni


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