Centro Rio+ da ONU apresenta Bolsa Família como exemplo, em evento no Paquistão

Governo paquistanês busca modelos para promover a igualdade entre os cidadãos e programa brasileiro é destacado pela ONU.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A descentralização do governo Paquistanês em 2010 trouxe novos desafios para o país, principalmente em relação ao bem-estar e à proteção social. Para superar estes desafios, o Paquistão realizou em outubro uma série de diálogos para estudar medidas que devem ser tomadas, escutando em sua cerimônia inaugural o exemplo brasileiro.

Durante o evento “Conhecimento de Repartição Política de Parcerias Federal – Provincial em Prestação de Serviços de Proteção Social: o caso do Brasil e suas lições para o Paquistão“, o diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), Rômulo Paes de Sousa, explicou o funcionamento do programa Bolsa Família, afirmando que a integração de políticas nos níveis federal e provincial é essencial para evitar desequilíbrios indesejáveis que podem prejudicar os sistemas de transferência de renda.

O presidente do Programa Benazir de Apoio à Renda (BISP), que atende 7 milhões de famílias pobres no Paquistão, Enver Baig, disse que o país está se aventurando em uma nova era, onde os beneficiários desfrutarão não só dos esquemas de transferência de renda, mas também de formação profissional técnica. Segundo Baig, esse esquema de transferência de renda se estenderá a todo o país em breve a pedido do primeiro-ministro paquistanês.

O especialista sênior da Proteção Social e Prática Global do Trabalho do Banco Mundial, Yasuhiko Matsuda, ofereceu apoio para a concepção de uma forma de melhorar a cooperação entre os governos federal e provincial e propôs a realização de uma  pesquisa focada em aumentar o acesso dos beneficiários do BISP a serviços básicos, como saúde e educação, por meio de programas de transferência condicional de renda.


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