Agência da ONU para Refugiados apoia campanha pelo fim da violência sexual e de gênero

Em meio à campanha 16 Dias de Ativismo Contra Violência Sexual e de Gênero, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está liderando e participando de atividades como oficinas, debates e treinamentos em três capitais brasileiras.

Os eventos buscam estimular a conscientização sobre a necessidade de erradicar a violência sexual e de gênero, assim como alertar sobre suas graves consequências. A campanha acontece no mundo inteiro até 10 de dezembro.

Marcha das Vadias de 2015 no Rio de Janeiro, contra o machismo e a violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

Marcha em 2015 no Rio de Janeiro, contra o machismo e a violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

Em meio à campanha 16 Dias de Ativismo Contra Violência Sexual e de Gênero, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está liderando e participando de atividades como oficinas, debates e treinamentos em três capitais brasileiras.

Os eventos buscam estimular a conscientização sobre a necessidade de erradicar a violência sexual e de gênero, assim como alertar sobre suas graves consequências. A campanha acontece no mundo inteiro até 10 de dezembro.

Na semana passada (16 e 17), em São Paulo, o ACNUR participou do workshop sobre refugiados LGBTI em parceria com a campanha da ONU Livres & Iguais. A oficina fez parte da terceira conferência SSEXBBOX e contou com a presença de ativistas, instituições da sociedade civil, de representantes do governo municipal de São Paulo e da academia.

Até 10 de dezembro, o SESC-SP e a MiraFilmes promoverão exibições do documentário “Precisamos Falar sobre o Assédio”, seguido de debate com mulheres brasileiras e refugiadas, com mediação da diretora Paula Sacchetta.

Em Brasília, nesta terça-feira (28), o ACNUR e a Livres & Iguais promovem palestra sobre integração local de refugiados LGBTI durante o 1º Seminário em Ensino, Pesquisa e Extensão LGBTI da Universidade de Brasília.

Já em Boa Vista, entre os dias 4 e 7 de dezembro, mulheres venezuelanas que estão acolhidas no Abrigo Tancredo Neves em conjunto com mulheres brasileiras que residem na área do Caimbé/Tancredo participarão de workshops com ACNUR, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima (SETRABES) e Grafita Roraima para elaboração de um mural na área externa do Abrigo Tancredo Neves. O mural deverá abordar tópicos relacionados ao combate à violência de gênero e à xenofobia.

Em 5 de dezembro, o ACNUR e o UNFPA conduzirão um treinamento para parceiros locais que estão em atuação direta com população beneficiária dos Abrigos do Pintolândia – CRI e Casa de Passagem em Pacaraima, sobre questões de gênero e refúgio.

Este ano, o tema da campanha é “não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra mulheres e meninas”. Em 2017, muitas operações do ACNUR intensificaram seus trabalhos para prevenir e responder à violência sexual e de gênero — inclusive buscando medidas para enfrentar estupro, abuso sexual, casamento infantil, violência cometida pelo parceiro íntimo, exploração e abuso sexual, e mutilação genital feminina.

A violência sexual é frequentemente motivo de deslocamento forçado, assim como refugiados e deslocados internos estão frequentemente expostos a altos riscos ao longo de suas jornadas. Prevenir a violência sexual e de gênero, proteger, oferecer soluções e apoio aos sobreviventes para que tenham acesso a serviços e possam reconstruir suas vidas são aspectos fundamentais do mandato do ACNUR.

Em mensagem aos funcionários da agência da ONU, o alto-comissário das Nações Unidas para refugiados, Filippo Grandi, afirmou que o combate à violência sexual e de gênero é responsabilidade de todos. “Devemos perceber a campanha como uma oportunidade para impulsionar mudanças positivas e reforçar nosso compromisso em garantir que a resposta à violência sexual e de gênero seja um componente-chave em nossas operações”, disse Grandi.

No Brasil, a campanha dos 16 Dias teve início na segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra. Os 16 Dias de Ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.