Agência da ONU para Refugiados amplia ajuda no nordeste da Síria

Desde a escalada da violência no nordeste da Síria na semana passada, equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestaram assistência a 31.800 pessoas. Em Al-Hassakeh e Tal Tamer, o ACNUR distribuiu cobertores e outros itens essenciais de assistência a cerca de 20.250 pessoas em três campos de deslocados internos e a outras 11.550 pessoas que vivem em abrigos comunitários.

O ACNUR também enviou ajuda adicional, incluindo cobertores para 52.000 pessoas, lonas para 15.000 e lâmpadas solares para 20.000 pessoas em Qamishli. Através de parceiros de proteção, continua realizando avaliações em abrigos comunitários em Al-Hassakeh, Tal Tamer e Ar-Raqqa.

Muitas famílias recém-deslocadas se estabeleceram nas comunidades anfitriãs e suas necessidades também estão sendo avaliadas. Entre as necessidades imediatas de proteção identificadas estão a falta de documentação, uma vez que as pessoas saem de casa sem documentos e outros pertences. Famílias também foram separadas.

Sírios deslocados, que deixaram suas casas na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, recebem ajuda humanitária em 12 de outubro de 2019 na cidade de Tal Tamr, interior da província de Hasakeh, nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Delil Souleiman

Sírios deslocados, que deixaram suas casas na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, recebem ajuda humanitária em 12 de outubro de 2019 na cidade de Tal Tamr, interior da província de Hasakeh, nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Delil Souleiman

Desde a escalada da violência no nordeste da Síria na semana passada, equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestaram assistência a 31.800 pessoas. Em Al-Hassakeh e Tal Tamer, o ACNUR distribuiu cobertores e outros itens essenciais de assistência a cerca de 20.250 pessoas em três campos de deslocados internos e a outras 11.550 pessoas que vivem em abrigos comunitários.

O ACNUR também enviou ajuda adicional, incluindo cobertores para 52.000 pessoas, lonas para 15.000 e lâmpadas solares para 20.000 pessoas em Qamishli. Através de parceiros de proteção, continua realizando avaliações em abrigos comunitários em Al-Hassakeh, Tal Tamer e Ar-Raqqa.

Muitas famílias recém-deslocadas se estabeleceram nas comunidades anfitriãs e suas necessidades também estão sendo avaliadas. Entre as necessidades imediatas de proteção identificadas estão a falta de documentação, uma vez que as pessoas saem de casa sem documentos e outros pertences. Famílias também foram separadas.

Algumas pessoas precisam de primeiros socorros psicológicos e apoio psicossocial. O ACNUR mobilizou equipes de proteção para identificar necessidades críticas de proteção dos mais vulneráveis, incluindo pessoas com necessidades específicas, idosos e pessoas com deficiência e condições médicas graves.

Após a partida informada da administração do campo de Ain Issa, localizado a cerca de 45 km ao sul da cidade fronteiriça de Tell Abiad, o ACNUR mobilizou voluntários e líderes comunitários para organizar o retorno de documentos de identificação aos residentes do campo que não tinham documentos.

Atualmente, os trabalhadores humanitários não conseguem acessar com segurança o campo para fornecer assistência essencial para salvar vidas. Serviços básicos, incluindo comida e água, não são mais fornecidos.

O ACNUR estima as necessidades iniciais de financiamento adicionais na Síria em 31,5 milhões de dólares, dentro do apelo existente à Síria. O valor é provisório, dado o rápido desenvolvimento dos acontecimentos em campo.

Em meio aos contínuos combates, cerca de 184 pessoas cruzaram o nordeste da Síria para o Iraque na segunda-feira (14), com outras 277 chegando na noite de terça-feira (15). Muitos dos refugiados haviam fugido de suas casas na área de Kobani, alguns deles caminhando por três ou quatro dias em busca de segurança.

O ACNUR e seus parceiros com as autoridades locais transportaram o grupo para o centro de recepção Domiz em Dohuk, onde receberam refeições quentes, água, abrigo, cobertores e outros itens essenciais, além de assistência médica.

Suas necessidades estão sendo avaliadas pelas autoridades locais e pelo ACNUR.

Um homem com quem nossos colegas conversaram, que havia chegado com sua esposa e seis filhos, disse que a jornada havia sido muito difícil, mas eles fugiram com medo quando projéteis caíram perto de sua casa. Ele disse ter visto pessoas fugindo em todas as direções, inclusive em direção à fronteira com o Iraque.

Estima-se que outras 2.000 pessoas que fugiram dos últimos combates no nordeste da Síria estejam atualmente perto da fronteira entre a Síria e o Iraque.