Agência da ONU fecha acordo com organização ibero-americana para troca de informações

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) fechou acordo com a Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), organização de apoio a 22 países de língua espanhola e portuguesa, para a troca de informações, análises e recomendações políticas visando ao desenvolvimento sustentável nos países da América Latina e Caribe.

A secretária geral da SEGIB, Rebeca Grynspan, e a diretora do PNUD para a América Latina e Caribe, Jessica Faieta, assinam memorando de entendimento. Foto: SEGIB.

A secretária geral da SEGIB, Rebeca Grynspan, e a diretora do PNUD para a América Latina e Caribe, Jessica Faieta, assinam memorando de entendimento. Foto: SEGIB.

A Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram na segunda-feira (19) acordo de cooperação para promover e colaborar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na América Latina e no Caribe.

A SEGIB é uma organização de apoio internacional para 22 países que compõem a comunidade ibero-americana: 19 países de língua espanhola e portuguesa da América Latina e aqueles da Península Ibérica, Espanha, Portugal e Andorra.

A meta do acordo é promover a troca de informações, análises e recomendações de políticas para progredir no alcance dos ODS nos países da região, no contexto da Agenda 2030.

O memorando de entendimento foi assinado pela secretária-geral da SEGIB, Rebeca Grynspan, e pela diretora do PNUD para a América Latina e Caribe, Jessica Faieta. O objetivo é analisar e discutir a implementação dos ODS, particularmente na promoção de sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, e facilitar e criar instituições efetivas, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

O acordo também reforça a cooperação para contribuir com as Cúpulas Ibero-Americanas. A próxima reunião ocorrerá no mês de outubro, em Cartagena, Colômbia, com o tema “Juventude, Empreendedorismo e Educação”.

“Para alcançarmos os ambiciosos objetivos estabelecidos na Agenda 2030, precisamos ter uma perspectiva multidimensional, além da renda”, disse Jessica Faieta.

“Nosso caminho para os ODS significa alcançarmos os grupos mais desfavorecidos, como os povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e jovens, com uma visão holística para a sustentabilidade e o bem-estar. Essa abordagem já está em construção por milhares de atores e nós temos o apoio de parceiros, em todos os países e regiões”, afirmou.

A secretária-geral da SEGIB enfatizou o esforço coletivo que será necessário para alcançar os ODS. “A Agenda 2030 requer um esforço coletivo como nunca vimos antes. Precisamos estabelecer um diálogo estreito, dinâmico, inovador, aberto, que construa confiança e permita acordo importantes”, disse Rebeca Grynspan.