Agência da ONU faz campanha em Moçambique para evitar casamentos infantis e gravidez na adolescência

Fundo de População das Nações Unidas apoia peças teatrais com jovens sobre desvantagens do abandono escolar e treina médicos para prevenir problemas obstétricos que arriscam vidas de mães e bebês.

Em Moçambique, jovem e seu filho retornam para casa. Ela sonha em voltar aos estudos após um casamento precoce. Foto: TV ONU

Em Moçambique, jovem e seu filho retornam para casa. Ela sonha em voltar aos estudos após um casamento precoce. Foto: TV ONU

Mais de 50% das meninas moçambicanas se casam antes dos 18 anos, o que representa uma das maiores taxas de casamento infantil do mundo. A gravidez na adolescência é uma consequência muito frequente. Por isso, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a organização não governamental PLAN Internacional apoiam instituições moçambicanas para a conscientização dos riscos do casamento infantil e da gravidez na adolescência.

Por meio de ações educativas, os jovens passam a ser atores numa peça de teatro apresentada às comunidades sobre as desvantagens do abandono escolar por causa do casamento e da gravidez na adolescência.

A distância dos hospitais, a falta de informação, crenças tradicionais bem como o despreparo para a maternidade fazem com que muitos dos partos aconteçam em casa. Um dos problemas que podem ocorrer nos partos sem assistência médica é a fístula obstétrica, que coloca em risco a mãe e o bebê. Moçambique registra anualmente 2 mil desses casos e, em 90% das vezes, os bebês nascem mortos.

O UNFPA então desenvolveu uma campanha e treinou médicos para o combate à fístula obstétrica. Ações como essas estão permitindo, aos poucos, mudar a mentalidade dos que têm a missão de reconstruir o país.