Agência da ONU e Uganda pedem apoio em meio a chegada em massa de refugiados sul-sudaneses

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Número de refugiados do Sudão do Sul que chegam em Uganda pode ultrapassar 1 milhão até meados de 2017. A informação é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que apelou por 250 mil dólares para dar assistência às pessoas em necessidade urgente no país.

Refugiados sul-sudaneses esperando para serem registrados no centro de recepção do distrito de Arua, região norte de Uganda. Foto: ACNUR / David Azia

Refugiados sul-sudaneses esperando para serem registrados no centro de recepção do distrito de Arua, região norte de Uganda. Foto: ACNUR / David Azia

O número de refugiados do Sudão do Sul que chegam em Uganda pode ultrapassar 1 milhão até meados de 2017. A informação é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que apelou na semana passada (23) por 250 mil dólares para dar assistência aos migrantes em necessidade urgente no país.

Atualmente, a Uganda abriga 800 mil sul-sudaneses, sendo que mais de 70% dos refugiados chegaram desde julho do ano passado.

Várias instalações de acolhimento e trânsito em território ugandês estão lotadas. Os maiores desafios incluem distribuir rações alimentares, serviços sanitários, educação e água potável suficiente. A situação é agravada pelo início das fortes chuvas na região.

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, disse que a falta de atenção internacional ao sofrimento dos sul-sudaneses enfraquece “uma das populações mais vulneráveis do mundo, que precisa desesperadamente de ajuda”.

De acordo com o ACNUR, a abordagem das autoridades ugandenses para lidar com os refugiados está entre “as mais progressistas do continente africano”, mas o grande influxo de pessoas colocou enorme tensão nos serviços e infraestrutura do país.

“Uganda continua a manter as portas abertas. Nós continuaremos recebendo nossos vizinhos que estão em necessidade, mas precisamos urgentemente da comunidade internacional para ajudá-los, à medida que a situação se torna cada vez mais crítica”, destacou o primeiro-ministro ugandês, Ruhakana Rugunda.


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