Agência da ONU e fundo ambiental liberam US$1 mi para setor de biogás no Brasil em 2019

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) aprovaram na semana passada (14) investimento de 1 milhão de dólares na cadeia de biogás da agroindústria brasileira para o ano de 2019.

O montante vai financiar capacitações, mapeamento e divulgação de informações e modelos de negócio, bem como ações de desenvolvimento de tecnologia e unidades de demonstração, com execução prevista para cinco anos, e com o custo estimado de 7 milhões de dólares.

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A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) aprovaram na semana passada (14) investimento de 1 milhão de dólares na cadeia de biogás da agroindústria brasileira para o ano de 2019. O montante vai financiar capacitações, mapeamento e divulgação de informações e modelos de negócio, bem como ações de desenvolvimento de tecnologia e unidades de demonstração, com execução prevista para cinco anos, e com o custo estimado de 7 milhões de dólares.

A iniciativa “Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira” é decorrente de uma solicitação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), instituição líder do governo, que conta com a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O projeto é implementado pela UNIDO com recursos do GEF. A execução conta com a atuação de importantes instituições como o Centro Internacional de Energias Renováveis e Biogás (CIBiogás) e do SEBRAE. O programa teve seu plano de trabalho aprovado em reunião da agência da ONU com representantes do governo do Brasil e do setor de biogás e energias renováveis.

O encontro, realizado em Foz do Iguaçu (PR), teve a participação de Paulo César Resende de Carvalho, secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); Alessandro Amadio, representante da UNIDO para o Brasil e Venezuela; Rodrigo Régis de Almeida Galvão, diretor-presidente do CIBiogás; e Paulo Afonso Schmidt, superintendente da Assessoria de Energias Renováveis da Itaipu Binacional.

Com duração de cinco anos, o projeto visa reduzir emissões de gases do efeito estufa e combater a dependência de combustíveis fósseis no Brasil, promovendo o uso do biogás e fortalecendo as cadeias de tecnologia dessa fonte de energia e também do biometano. A expectativa é reduzir o equivalente a 535 mil toneladas de gás carbônico.

O organismo das Nações Unidas e o GEF esperam mobilizar 32,1 milhões de dólares em investimentos no setor. Outra meta é gerar em média 110 mil megawatts ao longo de dez anos nas usinas-piloto de biogás. Os parceiros querem ainda ampliar os mecanismos de incentivo a técnicas de baixa emissão de gases do efeito estufa, por meio de regulamentação, quadro político e planejamento.

Os beneficiários diretos da iniciativa serão os produtores de matéria-prima para a agroindústria, os fornecedores de equipamentos e serviços do setor de biogás, associações de produtores rurais e agroindustriais, empresas, governo federal e estadual e os consumidores das tecnologias e projetos demonstrativos.


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