Agência da ONU discute implantar no Rio projeto de prevenção à criminalidade pelo esporte

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Após o início do programa “Vamos Nessa” em Brasília, que pretende dar habilidades para a vida a jovens de comunidades vulneráveis, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) realizou uma série de reuniões com autoridades governamentais, membros da sociedade civil e de organizações esportivas no Rio de Janeiro para debater formas de implantar o projeto na cidade.

Após o início do programa “Vamos Nessa” em Brasília, o UNODC realizou uma série de discussões com autoridades governamentais, membros da sociedade civil e organizações esportivas no Rio de Janeiro. Foto: UNODC

Após o início do programa “Vamos Nessa” em Brasília, o UNODC realizou uma série de discussões com autoridades governamentais, membros da sociedade civil e organizações esportivas no Rio de Janeiro. Foto: UNODC

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) iniciou nesta semana a segunda fase de seu trabalho no Brasil que envolve o uso de esportes como forma de prevenir a criminalidade, a violência e o abuso de drogas na juventude.

Após o início do programa “Vamos Nessa” em Brasília, que pretende dar habilidades para a vida a jovens de comunidades vulneráveis, o UNODC realizou uma série de reuniões com autoridades governamentais, membros da sociedade civil e de organizações esportivas no Rio de Janeiro.

A agência da ONU reuniu-se com Organizações Não Governamentais (ONGs) que já atuam nessa área, como Craque do Amanhã, Fight for Peace, Gol de Letra, Bola Pra Frente, Instituto Reação e Projeto Grael.

As discussões abordaram a possibilidade de unir forças na promoção dos esportes para o desenvolvimento da juventude e a prevenção ao crime, além de formas com as quais o UNODC poderia complementar o trabalho que já está sendo feito na cidade.

Outro ponto levantado foi como unir o treinamento de habilidades para a vida a capacidades vocacionais e empregatícias com o objetivo de enfrentar múltiplos fatores de risco para a juventude.

Também houve reuniões com a Secretaria de Esportes e Lazer tanto do estado como da prefeitura do Rio para discutir a identificação de principais grupos-alvo e atores-chave na cidade. A expectativa é de que o material de treinamento do programa seja disponibilizado para treinadores, assistentes sociais e outros profissionais que trabalham com jovens em uma série de modalidades esportivas formais e informais.

Também houve discussões com o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro para ajudar a identificar e mapear as áreas em que os jovens estão em maior risco. Assim como em Brasília, onde a agência da ONU trabalhou de perto com autoridades estatísticas, isso permitirá ao UNODC utilizar dados para identificar regiões que devem ser priorizadas.

Representantes da agência da ONU também se reuniram com o secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, que foi informado sobre o Programa Global de Implementação da Declaração de Doha, do qual a iniciativa faz parte.

O programa social da CBF, lançado recentemente com o objetivo de disseminar a mensagem do uso dos esportes como bem social no Brasil, também foi discutido. O programa da CBF trabalha com crianças entre 6 e 14 anos, enquanto o projeto do UNODC tem como alvo jovens de 13 a 18 anos.

“Para o UNODC, os esportes oferecem o espaço ideal sobre o qual podem ser construídas habilidades para a vida. São essenciais se quisermos oferecer aos jovens, especialmente os adolescentes, uma oportunidade de escapar do crime, da violência e do abuso de drogas que pode ser tão endêmico em algumas comunidades”, disse Johannes de Haan, que comanda a iniciativa da agência da ONU.


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