Agência da ONU defende participação social como alicerce da universalização da saúde no Brasil

Em reunião do Conselho Nacional da Saúde (CNS), a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Socorro Gross, afirmou na sexta-feira (1º), em Brasília (DF), que “a participação social é o alicerce para a saúde universal”. Dirigente também defendeu o fortalecimento da atenção primária e a expansão da cobertura de atendimento, a fim de garantir que todos os brasileiros tenham acesso aos cuidados de que precisam.

Médico cubano trabalha no estado de Pernambuco. Estado foi elogiado em relatório por envolver comunidade na construção e implementação de políticas públicas de saúde. Foto: OPAS

Foto: OPAS/OMS

Em reunião do Conselho Nacional da Saúde (CNS), a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Socorro Gross, afirmou na sexta-feira (1º), em Brasília (DF), que “a participação social é o alicerce para a saúde universal”. Dirigente também defendeu o fortalecimento da atenção primária e a expansão da cobertura de atendimento, a fim de garantir que todos os brasileiros tenham acesso aos cuidados de que precisam.

Como desafios da América Latina e do Caribe, a especialista ressaltou a mortalidade materna e infantil, as doenças negligenciadas e enfermidades emergentes e reemergentes, que “em um mundo globalizado são e serão uma ameaça constante”.

“Mas hoje temos mais conhecimento, intervenções, desenvolvimento, tecnologias e uma verdadeira revolução digital que, se bem utilizada, nos oferece grandes oportunidades. O mais importante é que vemos uma mudança positiva no sentido de ter mecanismos sustentáveis de participação social, indispensáveis para que ninguém seja deixado para trás”, enfatizou Socorro.

“A participação social é um grande motor para alcançarmos saúde para todas e todos e, justamente por isso, uma das grandes mensagens para o desenvolvimento sustentável é a necessidade do fortalecimento da participação coletiva”, acrescentou a dirigente na presença de integrantes do Conselho, que existe desde 1937 e hoje conta com a participação de 48 membros.

Na avaliação da representante da OPAS, a experiência do Brasil nesta construção coletiva serve de exemplo para diversos países da região das Américas. “As decisões em saúde pautadas em deliberações de instâncias coletivas, sediadas em todo o território nacional, são um exemplo de organização que resulta de um processo histórico que tem sido sustentável ao longo do tempo”, explicou a gestora.

Socorro apontou ainda que uma das prioridades compartilhadas entre a OPAS e o CNS é a de garantir que cada vez mais brasileiros e brasileiras tenham acesso à saúde de qualidade e a tempo. “A chave dessa garantia é a expansão da cobertura e do fortalecimento da atenção primária em saúde. Uma atenção primária forte deve resolver a maior parte das necessidades das comunidades”, defendeu a chefe da agência da ONU no Brasil.

O organismo internacional será um dos participantes da comissão organizadora da 16ª Conferência Nacional de Saúde do Brasil, que deve ocorrer entre 4 e 7 de agosto deste ano, em Brasília. O evento é o mais importante momento de participação social na área da saúde no país. Nesta edição, os eixos temáticos são saúde como direito, consolidação dos princípios do SUS e seu financiamento.

A OPAS trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de suas populações. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a região e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano.