Agência da ONU defende cooperação entre países para ampliar acesso a vacinas

A cooperação entre os países é essencial para ampliar o acesso a medicamentos e vacinas, necessário para atingir a saúde universal, disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, durante conferência organizada por Nicarágua e Rússia em Manágua.

Sarampo tornou-se a quinta doença evitável por vacinação eliminada nas Américas. Foto: EBC

Sarampo tornou-se a quinta doença evitável por vacinação eliminada nas Américas. Foto: EBC

Ampliar o acesso a medicamentos e tecnologias de qualidade, como as vacinas, é necessário para atingir a saúde universal, afirmaram especialistas de Nicarágua, Rússia e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), durante o 3º Congresso Internacional Nicarágua-Rússia 2016, ocorrido no fim de outubro (27) em Manágua.

O encontro buscou favorecer a troca de conhecimentos científicos que permitam fortalecer a produção de vacinas, o uso de fitofármacos no atendimento de saúde e a capacidade dos recursos humanos no âmbito de doenças como zika, dengue e chikungunya. A reunião ocorreu no marco de um convênio de cooperação de transferência de tecnologia entre Rússia e Nicarágua.

“O acesso a medicamentos seguros, de qualidade e baratos constitui um requisito essencial para alcançar a saúde universal”, disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne, após elogiar as conquistas em saúde alcançadas pela Nicarágua, destacando seu modelo de saúde familiar e comunitária.

Para conquistar a saúde universal, “um dos desafios é o acesso equitativo às vacinas, que são necessárias para potencializar a proteção e promoção da saúde”, completou Etienne. “Os países precisam se associar, e a nova fábrica de vacinas na Nicarágua é a consolidação de uma dessas associações”, disse.

A ministra russa da Saúde, Veronica Skvortsova, disse por sua vez que a vacinação “é uma tecnologia sanitária fundamental” para a saúde, e que a imunização universal é uma das prioridades de seu país. Segundo a ministra, a cooperação entre os governos pode ajudar a desenvolver a saúde nos países em desenvolvimento.