Agência da ONU debate diretrizes para laboratórios forenses na identificação de mostras de marfim

Padronização de abordagem melhora na eficácia das análises e fortalece combate à caça ilegal de elefantes. Crime cometido em escala sem precedentes afeta segurança, Estado de Direito e desenvolvimento.

Carcaça de elefante em parque nacional do Chade. Foto: Darren Potgieter/CITES/PNUMA

Com a caça ilegal de elefantes na África alcançando escalas sem precedentes, cientistas forenses, policiais e promotores se reuniram em Viena, Áustria, para apoiar os esforços da comunidade internacional no combate ao crime contra a vida selvagem. Convocado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com o Consórcio Internacional de Combate ao Crime contra a Vida Selvagem, o encontro de três dias debateu diretrizes para amostragem de marfim e análises a serem empregadas nas cenas do crime e pelos laboratórios forenses.

Revelar a origem das amostras pode ajudar a maximizar a eficácia da aplicação da lei identificando áreas onde a caça ilegal está acontecendo. Segundo a agência da ONU, este tipo de crime afeta a segurança nacional, o Estado de Direito e o desenvolvimento econômico e social.

Rota do tráfico de marfim de elefantes. Arte: UNODC

Destacando a necessidade de padronização na abordagem a este ilícito, o chefe do Laboratório e Seção Científica da UNODC, Justice Tettey, explicou na sexta-feira (6) que as diretrizes incluirão o reconhecimento das disparidades nacionais em capacidades e quadros legais.

O UNODC auxilia os Estados no acesso a serviços científicos forenses de qualidade em seus esforços para combater as drogas ilícitas e o crime. Nesta parceria com o Consórcio Internacional, são reforçadas as capacidades dos laboratórios dos países afetados.