Agência da ONU condena ataque contra funcionários na República Centro-Africana

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Dois assaltos armados contra pessoal humanitário na cidade de Kaga Bandoro, no norte do país, obrigaram a ONU a mudar seu escritório.

Na República Centro-Africana, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fornece proteção e apoio de emergência a mais de 8,6 mil refugiados e 503 mil pessoas internamente deslocadas.

Crianças em Kaga Bandoro, República Centro-Africana. A cidade foi destruída pela violência contínua, deixando muitos precisando de ajuda humanitária. Foto: OCHA / C. Illemassene

Crianças em Kaga Bandoro, República Centro-Africana. A cidade foi destruída pela violência contínua, deixando muitos precisando de ajuda humanitária. Foto: OCHA / C. Illemassene

Condenando firmemente um ataque contra seus funcionários e instalações em uma cidade do norte da República Centro-Africana (RCA), a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) enfatizou a importância da segurança dos trabalhadores humanitários para que possam ajudar as populações civis em necessidade desesperada.

No dia primeiro de julho, homens armados não identificados entraram no escritório das instalações do ACNUR na cidade de Kaga Bandoro, ameaçaram funcionários e roubaram todos os bens e dinheiro no local, informou nessa terça-feira (4) o porta-voz da agência da ONU, Andrej Mahecic.

Havia no momento da invasão seis membros da equipe da ONU – quatro do ACNUR e dois do Programa de Desenvolvimento da ONU, o PNUD – nas instalações. Também foram roubados pertences pessoais, incluindo passaportes.

“Desde o ataque, o ACNUR mudou temporariamente seu pessoal para a base da MINUSCA (a Missão da ONU na RCA) em Kaga Bandoro, e vamos mudar para [a capital], Bangui”, acrescentou Mahecic.

Também na mesma cidade, na noite de 28 de junho, homens armados não identificados tentaram entrar em um alojamento do ACNUR com a intenção de atacar os funcionários e roubar pertences. Esse ataque foi frustrado pelas forças da MINUSCA.

A violência frequente em Kaga Bandoro – localizada a cerca de 350 quilômetros ao norte de Bangui – teve um impacto significativo na população local, deslocando muitos e os deixando em necessidade de assistência humanitária.

Na RCA, o ACNUR vem prestando proteção e apoio de socorro a mais de 8.600 refugiados e 503 mil pessoas internamente deslocadas.

Os confrontos que ocorrem desde 2013 entre a coalizão rebelde Séléka, de maioria muçulmana, e a milícia Balaka, de maioria cristã, mergulharam o país de cerca de 4,5 milhões de pessoas em um conflito civil contínuo. Além dos deslocados dentro da RCA, mais de 484 mil centro-africanos foram forçados a buscar refúgio nas nações vizinhas.


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