Agência da ONU cita queda da mortalidade infantil e de casos de malária nas Américas

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A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) apresentou na Universidade de São Paulo (USP) na sexta-feira (6) relatório que analisa tendências, desafios e condições de saúde nas Américas.

Segundo a agência da ONU, houve avanços na redução da mortalidade infantil e de casos de malária e oncocercose na região. Mas ainda há iniquidades que precisam ser enfrentadas, tanto entre os países como dentro deles, salientou.

Foto: OPAS/OMS

OPAS/OMS citou avanços das Américas na redução da mortalidade infantil. Foto: OPAS/OMS

A diretora adjunta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Isabella Danel, apresentou na sexta-feira (6), na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), o relatório “Health in the Americas + 2017” (Saúde nas Américas + 2017), que analisa tendências, desafios e condições de saúde na região.

“Uma das tarefas mais importantes da OPAS tem sido a compilação e compartilhamento de informações para a tomada de decisão em todos os níveis de governo. Esta nova publicação foge do tradicional e muda paradigmas ao ser um espaço contínuo de monitoramento e dados atualizados. É resultado de um esforço coletivo de Estados-Membros e de toda a equipe da OPAS. É um compromisso permanente para fortalecer a solidariedade entre nossa população”, afirmou a diretora-adjunta.

Isabella citou avanços na redução da mortalidade infantil e de casos de malária e oncocercose, entre outros. Mas destacou que ainda há iniquidades em saúde que precisam ser enfrentadas, tanto entre os países das Américas quanto dentro deles. Ela também aproveitou para tirar dúvidas e responder a perguntas de professores e estudantes.

Durante o evento, o professor da USP Waldyr Antonio Jorge ressaltou a importância da análise e compartilhamento de dados para a saúde pública. “A OPAS trabalha para que nós, que estamos na ponta, em um consultório, uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), uma unidade básica, hospital, saibamos o que temos que fazer e como fazer, para não vivermos numa situação de fragilidade”.

Já o diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Victor Wünscg Filho, observou os laços históricos entre a universidade, a OPAS e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME).

“O BIREME sempre nos apoiou na implantação de tecnologias de informação. A importância do trabalho que a instituição desenvolve é amplamente conhecida na América Latina e no Caribe por conta de sua base de dados”.

Segundo o diretor do BIREME, Diego Gonzalez, as alianças da instituição se baseiam no trabalho em rede. “Para nós, trabalhar junto com a Faculdade de Saúde Pública, onde há uma produção científica importante, é um verdadeiro luxo. Nós exportamos a experiência brasileira para os países da América Latina e Caribe. E é privilegiada a nossa localização no Brasil e, mais especificamente em São Paulo, para desenvolver tantos projetos em conjunto”.

Saúde nas Américas

Mais de 600 funcionários e especialistas participaram do processo de produção da publicação “Health in the Americas + 2017”, em colaboração com equipes dos Ministérios da Saúde. Na elaboração dos conteúdos, foram utilizados dados de fontes oficiais, nacionais e internacionais, bem como fontes informais.

Esta edição é a mais recente de uma longa série de relatórios similares produzidos pela OPAS/OMS nos últimos 61 anos. A nova versão inclui produtos complementares, como a plataforma interativa “My Health in the Americas”, que permite adaptar as configurações para que cada usuário defina o que quer ler. Essa ferramenta será atualizada periodicamente com novos dados e conteúdos.

O relatório também apresenta podcasts e materiais específicos para pesquisadores, profissionais das áreas de informação e comunicação e tomadores de decisão. Na versão online, os capítulos expandidos podem ser acessados para cada tópico, além dos perfis detalhados e análises de cada um dos 52 países e territórios da região das Américas.

Clique aqui para acessar as informações (em inglês).


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