Agência da ONU apoia refugiados congoleses recém-chegados a Angola

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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chegou a Luanda, em Angola, com itens emergenciais para ajudar mais de 11 mil pessoas que foram forçadas a fugir da recente onda de violência na República Democrática do Congo.

A equipe do ACNUR no centro de acolhimento de Mussungue, no noroeste da Angola, distribui alimentos como milho, arroz, feijão, azeite, sal e sardinhas a refugiados congoleses que fugiram da violência na região de Kasai. Foto: ACNUR/Adronico Marcos Lucamba.

A equipe do ACNUR no centro de acolhimento de Mussungue, no noroeste da Angola, distribui alimentos como milho, arroz, feijão, azeite, sal e sardinhas a refugiados congoleses que fugiram da violência na região de Kasai. Foto: ACNUR/Adronico Marcos Lucamba.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chegou a Luanda, em Angola, com itens emergenciais para ajudar mais de 11 mil pessoas que foram forçadas a fugir da recente onda de violência na República Democrática do Congo.

Apoiado pela empresa global de logística UPS, o avião que transportava ajuda humanitária veio de Dubai e aterrissou no domingo (30) com 3,5 mil lonas plásticas, 100 rolos de plástico (para oferecer abrigo durante as temporadas de chuva), 17 mil esteiras para dormir, 16.902 mantas térmicas, 8 mil mosquiteiros, 3.640 utensílios de cozinha, 8 mil barris e 4 mil cubos de plástico. Nos próximos dias, o ACNUR entregará mais itens essenciais em Angola.

Desde seu início, em meados de 2016, o brutal conflito na região de Kasai, na República Democrática do Congo, já deslocou mais de um milhão de civis dentro do país.

A assistência humanitária aos recém-chegados será oferecida na região de Dundo, onde os refugiados foram alojados em um centro de acolhimento improvisado desde o começo de abril. Os refugiados, dos quais 4 mil são crianças, chegaram cansados, com poucos recursos e muitos com sinais visíveis de terem sido vítimas de violência. As condições nos centros superlotados são extremamente precárias.

“As pessoas que chegam precisam urgentemente de ajuda vital, como comida, água, abrigo e serviços médicos”, explica Sharon Cooper, representante regional do ACNUR para o Sul da África. “O ACNUR também está procurando alimentos cultivados localmente para apoiar as pessoas mais vulneráveis, incluindo crianças, mulheres grávidas e idosos”.

Equipes de emergência do ACNUR estão presentes tanto em Luanda como em Dundo para responder às necessidades dos refugiados e para coordenar respostas de emergência com o governo, as autoridades locais e com os parceiros em campo.

O governo planeja designar um novo centro de acolhimento em Nzaji, no município de Camulo, localizado a 90 quilômetros da fronteira. Esse centro já foi utilizado para receber deslocados internos durante a guerra civil em Angola. Preparativos estão sendo arranjados para avaliar o lugar e fornecer abrigo, assim como instalar lavabos, duchas e pontos de água para realocar os solicitantes de refúgio.

O ACNUR pediu ao governo de Angola autorização para os refugiados continuarem cruzando a fronteira para que a agência possa ajudar os recém-chegados. Também pediu o livre fluxo para que eles não precisem retornar à República Democrática do Congo e sejam expostos a mais atos de violência.

Angola acolhe atualmente 56,7 mil refugiados e solicitantes de refúgio, dos quais cerca de 25 mil são da República Democrática do Congo.

O ACNUR em Angola teria um orçamento anual inicial de 2,5 milhões de dólares para proteger e ajudar a 46 mil pessoas sob o seu mandato. Em resposta à emergência atual, a agência da ONU está solicitando um total de 5,5 milhões de dólares para oferecer assistência vital imediata.

A UPS é uma das principais parceiras de emergência do ACNUR. A cada ano, a empresa contribui com experiência logística, fundos e serviços para apoiar e melhorar a nossa resposta de emergência e fornecer ajuda para salvar as vidas das famílias que foram forçadas a fugir.


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