Agência da ONU apoia evento em PE sobre políticas públicas de combate ao zika

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A Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão do estado de Pernambuco realizará uma audiência pública em Recife na semana que vem (10) para tratar do surto do vírus zika no país. A atividade tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O encontro “Políticas Públicas e Epidemia do Vírus Zika: Informação, Controle e Assistência aos Cidadãos” tem como objetivo fomentar o debate acerca de direitos reprodutivos, direito à informação, controle vetorial e assistência às pessoas afetadas pelo zika.

Mosquito Aedes aegypti é principal vetor do vírus zika. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Mosquito Aedes aegypti é principal vetor do vírus zika. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

A Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão do estado de Pernambuco realizará uma audiência pública em Recife na semana que vem (10) para tratar do surto do vírus zika no país. A atividade tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O encontro “Políticas Públicas e Epidemia do Vírus Zika: Informação, Controle e Assistência aos Cidadãos” tem como objetivo fomentar o debate acerca de direitos reprodutivos, direito à informação, controle vetorial e assistência às pessoas afetadas pelo zika.

Participarão das discussões especialistas no tema, organizações da sociedade civil e mulheres que já foram contaminadas.

O diálogo será conduzido pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão em Pernambuco, Alfredo Carlos Júnior. A procuradora da República Natália Lourenço, o procurador regional da República Marcos Silva e a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, também integrarão o debate.

Membros do Ministério Público Federal, do Ministério Público de Pernambuco, do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), das secretarias estadual e municipal de Saúde, da organização não governamental Uiala Mukaji e outros parlamentares estarão presentes.

A expectativa é coletar informações sobre as experiências do estado de Pernambuco na implementação de políticas públicas que apoiem a população atingida pelo surto. Além das agências da ONU, o evento também tem apoio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e da Plataforma Dhesca Brasil.

O evento terá início na sexta-feira (10), às 13h, e ocorrerá no auditório da Procuradoria da República em Pernambuco, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, 1800, em Recife.

Pesquisa sobre os impactos sociais do zika

Entre 31 de janeiro e 1º de fevereiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) organizou em Recife o workshop “Impactos Sociais e Zika”.

Na ocasião, pesquisadoras e pesquisadores do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz, do Instituto Fernandes Figueira, da London School e da Universidade Federal de Pernambuco, reuniram-se com representantes de organizações não governamentais e movimentos sociais para discutir a realização de uma pesquisa voltada ao tema.

Embora os casos da síndrome congênita do zika não se restrinjam a determinada classe social, aqueles que vivem na extrema pobreza são os mais atingidos pelo surto, com 70% dos casos de microcefalia registrados nesta camada da população.

No Brasil, de acordo com o Censo 2010, aproximadamente 35 milhões de brasileiros não têm água encanada, mais de 100 milhões não têm acesso a esgoto e mais de 8 milhões de habitantes de cidades não contam com coleta de lixo regular.

Diante da urgência causada pela velocidade, amplitude e gravidade dos casos, a maior parte dos estudos desenvolvidos no último ano concentraram suas investigações nos aspectos clínicos e epidemiológicos da doença.

Assim, a pesquisa “Impactos sociais e econômicos do vírus zika no Brasil”, visa a possibilitar melhores estratégias de prevenção/cuidado, assim como a elaboração de políticas públicas culturalmente adequadas e uma melhor compreensão do custo humano da epidemia.

Financiado pela fundação britânica Wellcome Trust, o estudo será realizado durante um ano, contado a partir do workshop, e será aplicado nas cidades do Recife e Rio de Janeiro.


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