Agência da ONU apoia em SP capacitação de gestores em dinâmicas populacionais

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou a nona edição de um programa de capacitação de gestores públicos sobre temas relacionados à dinâmica populacional e às políticas sociais.

Participantes do IX Programa de Capacitação: População, Cidades e Políticas Sociais na UNESP-Araraquara. Foto: Observatório das Migrações em São Paulo

Participantes do IX Programa de Capacitação: População, Cidades e Políticas Sociais na UNESP-Araraquara. Foto: Observatório das Migrações em São Paulo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou a nona edição do Programa de Capacitação: População, Cidades e Políticas Sociais, cujo enfoque foi a transição demográfica e indicadores sociais, em consonância com a realidade local e regional.

O programa teve como objetivos centrais a sensibilização e a capacitação de gestores públicos municipais, estaduais e federais acerca de temas relacionados à dinâmica populacional e às políticas sociais.

Realizado nos dias 5 e 6 de abril, o encontro fez parte do Programa de Seminários do Observatório de Migrações (Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” – NEPO/UNICAMP), na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Araraquara, São Paulo.

Rosana Baeninger, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP e organizadora do evento, apontou que algumas das metas do encontro eram apresentar indicadores sociais para expandir as possibilidades de pesquisas, demonstrar a importância de conhecer a realidade local e ressaltar a importância de relacionar políticas locais, regionais e nacionais.

As mesas-redondas do encontro tiveram como temas a transição demográfica e políticas sociais; as dinâmicas populacionais nas regiões de Araraquara e São Carlos (SP); e as demandas locais e regionais de Araraquara.

Baeninger destacou a necessidade de os gestores conhecerem a fundo seu público-alvo para melhor efetivação das políticas públicas de desenvolvimento territorial. Ela ainda comentou que não é possível fazer política social homogênea, uma vez que é necessário destrinchar o público-alvo, principalmente em relação a grupos sociais, raça/cor e gênero.

Roberta Peres, pesquisadora do NEPO, disse que, para construir os indicadores, é necessário olhar para as condições de vida da população através de uma perspectiva teórica para então defini-los.

O programa de capacitação ofereceu ainda a oficina “Pesquisa Etnográfica: Referências para Políticas Públicas no rural e no Urbano”, ministrada por pesquisadoras da UNESP, Unicamp e Universidade de Araraquara (UNIARA).

Outras informações sobre as mesas-redondas podem ser encontradas no blog Demografia Unicamp (clique aqui).