Agência da ONU ajuda mais 15,5 mil refugiados congoleses em Uganda

ACNUR e Governo estudam mudar local de abrigo para aumentar segurança e proporcionar acesso a lotes de terras cultiváveis.

Refugiados da RDC levam poucos pertences para Uganda. Foto: ACNUR/L. Beck

A agência da ONU para refugiados está aumentando seus esforços para ajudar 15,5 mil congoleses que chegaram à região oeste de Uganda fugindo do conflito entre tropas do Governo e rebeldes em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC).

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) está disponibilizando 15 caminhões que transportam os refugiados e seus pertences para a cidade de Bundibugyo, em Uganda. A Cruz Vermelha estima que mais de 66 mil pessoas já fugiram do combate na RDC desde a semana passada.

Refugiada em Butongo, Marinyese Nyota, 35 anos, disse que fugiu da cidade de Bayumba com o marido e cinco filhos. A família passou três noites no mato antes de chegar à Uganda. “Corremos sem nada. Quando os rebeldes chegaram, ninguém pegou nada, enxada, cama, nada. Você tem que só que se salvar para chegar aqui”, descreveu.

Em Bundibugyo, famílias estão em 229 barracas exclusivas e 13 abrigos comunais. O local para onde os refugiados estão sendo enviados tem capacidade para no máximo 25 mil pessoas. Alguns deles estão improvisando abrigos com lençóis e telas contra mosquitos, afirmou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, nesta sexta-feira (19).

Edwards ressaltou que apesar do centro ser considerado seguro, a agência da ONU para refugiados e o governo de Uganda estudam mudar o local dos abrigos para aumentar a segurança dos refugiados e proporcionar o acesso a lotes de terras cultiváveis.

O ACNUR também tem observado que muitos refugiados estão voltando para a República Democrática do Congo e alguns estão vivendo na fronteira dos dois países para monitorarem suas casas à luz do dia.