Agência da ONU abre novo acampamento para deslocados de Mossul, no Iraque

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A agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou ter aberto seu 12º acampamento no Iraque para abrigar milhares de pessoas que estão fugindo da violência no oeste de Mossul. A cidade está sendo alvo de uma ofensiva militar desde outubro passado.

De acordo com a agência da ONU, pelo menos 500 pessoas chegaram ao local em vários ônibus desde terça-feira passada.

Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

A agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou na semana passada (12) que abriu seu 12º acampamento no Iraque para abrigar milhares de pessoas que estão fugindo da violência no oeste de Mossul. A cidade está sendo alvo de uma ofensiva militar desde outubro passado.

De acordo com a agência da ONU, pelo menos 500 pessoas chegaram ao local em vários ônibus desde terça-feira passada. O campo de Hasasham U2 fica aproximadamente a 60 km da região ocidental de Mossul.

O novo acampamento foi construído em resposta à lotação do último campo aberto pelo ACNUR. Em apenas quatro semanas, o estabelecimento quase atingiu a sua capacidade máxima, que é de 30 mil pessoas.

Ao chegar ao local, cada família recebe uma tenda e outros itens básicos, incluindo cobertores e utensílios de cozinha. O ACNUR já tem mais de 1 mil tendas prontas para acomodar mais de 6 mil pessoas no novo acampamento. A capacidade máxima no local é de 9 mil pessoas.

Segundo a agência da ONU, as famílias que estão fugindo do oeste de Mossul correm alto risco. Deslocados relataram que a cidade está sob forte bombardeio e confrontos, enquanto não há serviços básicos como comida, água entre outras necessidades.

Muitas pessoas afirmaram também que estão vivendo com apenas uma refeição por dia, geralmente pão ou farinha e água.

“O ACNUR pede a todas as partes envolvidas nos confrontos garantam que os civis não sejam impedidos de abandonar as áreas em conflito ativo”, ressaltou o porta-voz da agência, Andrej Mahecic.

“Esperamos mais grandes saídas de pessoas do oeste da cidade. É por isso que continuamos preparando novos acampamentos, prontos para receber aqueles que estão desesperadamente em necessidade de assistência”, continuou o porta-voz.

Ele afirmou que a primeira fase de outro campo, o al Salamiya 2, com capacidade inicial para 30 mil pessoas, está em construção. “Quando concluído, o acampamento terá capacidade para até 60 mil deslocados”.

O ACNUR acrescentou ainda que os seus atuais esforços humanitários para abrigar e ajudar as famílias iraquianas deslocadas e os refugiados que fugiram para o Iraque foram seriamente desafiados por uma diminuição do apoio financeiro.

Até o momento, a Organização recebeu apenas 18% dos 578 milhões de dólares pedidos.

De acordo com dados da ONU, mais de 630 mil pessoas de Mossul e áreas áreas próximas à cidade estão deslocadas desde outubro de 2016, quando teve início a operação militar de retomada da região do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).


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