África deve facilitar investimento privado na produção de energia limpa, diz PNUMA

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, essas políticas podem incentivar o continente na direção da redução da pobreza e colocá-lo em um caminho para o desenvolvimento sustentável.

Políticas governamentais que facilitem o investimento do setor privado no mercado de energia são essências para ajudar o potencial da África em energia renovável, de acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicado nesta terça-feira (21/02).

Segundo o PNUMA, essas políticas podem incentivar o continente na direção da redução da pobreza e colocá-lo em um caminho para o desenvolvimento sustentável. O relatório ainda alertou que se não forem feitos compromissos mais fortes para reverter a atual tendência, metade da população na África Subsaariana ainda estará sem eletricidade até 2030.

“Acelerar e intensificar o acesso à energia sustentável para todos é fundamental para realizar uma transição para uma economia verde de baixo carbono, eficiente e inclusiva”, disse Achim Steiner, Diretor Executivo do PNUMA.

Steiner ressaltou que de 1,3 bilhão de pessoas estimadas que não têm acesso a energia no mundo, 95% vive na África. Steiner observou que o acesso à energia sustentável deverá estar na mente dos delegados que participarão da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro em junho.

O relatório ressaltou que, para atender a demanda crescente do continente por energia, é necessário aumentar aproximadamente em 7 mil megawatts (MW) sua capacidade por ano. O estudo defende que a maioria dessa energia pode vir de fontes internas, principalmente do Cabo Verde, Quênia, Madagascar, Sudão e Chade, que possuem maior potencial energético.