África deve aproveitar abundância de recursos naturais para impulsionar economia, diz ONU

Segundo relatório anual sobre economia africana, continente deve crescer 4,8% em 2013 e 5,3% no ano que vem.

Mineradores em Gana, África. Foto: IRIN/John Appiah

Mineradores em Gana, África. Foto: IRIN/John Appiah

A África deve aproveitar seus recursos agrícolas, minerais e energéticos para impulsionar seu crescimento econômico, afirma um novo relatório divulgado no início desta semana em Marrocos pela ONU e parceiros.

O documento “Perspectivas Econômicas na África” desse ano afirma que os países do continente devem tirar o máximo proveito de seus recursos naturais para acelerar o ritmo de crescimento e assegurar que o processo beneficie a população. O relatório também ressalta a importância de políticas sociais inclusivas, que buscam reduzir a desigualdade no continente.

“Este é o momento de acelerar o ritmo de transformação econômica, de modo que as economias africanas se tornem mais competitivas e criem mais postos de trabalho qualificados”, disseram os autores do relatório, acrescentando que “o aumento das fontes de atividade econômica é fundamental para responder a este desafio”.

De acordo com o documento, as perspectivas econômicas do continente para 2013 e 2014 são promissoras. A economia deve crescer 4,8% nesse ano e 5,3% no ano que vem. No entanto, ele ressalta que o crescimento econômico por si só não será suficiente para reduzir a pobreza, combater o desemprego persistente, as desigualdades de renda e a deterioração da saúde e educação.

“O crescimento não é suficiente”, disse Mario Pezzini, diretor da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Os países africanos devem fornecer as condições adequadas para transformar os recursos naturais em postos de trabalho, otimizar suas receitas de recursos através de taxas inteligentes e ajudar os investidores e moradores a tirar o máximo proveito dessas mudanças.”

O relatório é produzido anualmente pelo Banco Africano de Desenvolvimento, o Centro de Desenvolvimento da OCDE, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (UNECA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).