Adotem uma ‘linha comum’, pede negociador da ONU à oposição síria

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Diálogo político para acabar com guerra na Síria deve ser retomado na próxima terça-feira (28). Negociador da ONU tenta avançar em diálogo entre sírios sobre uma nova Constituição e eleições supervisionadas pelas Nações Unidas.

Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas para a Síria. Foto: ONU/Violaine Martin

Staffan de Mistura, enviado especial das Nações Unidas para a Síria. Foto: ONU/Violaine Martin

Os grupos de oposição sírios reunidos na Arábia Saudita devem fazer tudo ao seu alcance para se unificar antes de uma nova rodada de diálogos facilitada pelas Nações Unidas em Genebra, informou na quarta-feira (22) o enviado especial da ONU, Staffan de Mistura.

Falando para jornalistas, Mistura foi nesta semana para a capital saudita Riade para reunião envolvendo os principais opositores de forças leais ao presidente sírio Bashar Al Assad.

Depois de elogiar o “amplo espectro” de representação na reunião saudita, Mistura observou o “ambiente muito complicado” atual – uma referência à crise na Síria que deixou centenas de milhares de mortos e milhões de pessoas deslocadas.

Apesar desses obstáculos, o enviado especial das Nações Unidas pediu que os grupos da oposição adotem uma “linha comum” no futuro de seu país.

Suas ações poderiam ajudar a não formar uma, mas duas rodadas de negociações entre os sírios em Genebra, disse de Mistura.

As primeiras discussões devem começar na próxima terça-feira (28), seguidas por uma segunda sessão em dezembro.

“Queremos mostrar, e queremos mostrar através de vocês, que esta é a forma como o futuro da Síria pode ser decidido”, disse Mistura a todos os que se reuniram na Arábia Saudita.

Ele acrescentou que eles tiveram a chance de dar “uma nova dinâmica” aos esforços da ONU para garantir a paz na Síria, com base na resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança da ONU.

A medida exige que o governo sírio e a oposição se envolvam em negociações formais sobre um processo de transição política “de forma urgente”.

Em seu pedido por “negociações reais” com base na resolução 2254, Mistura explicou que, uma vez na Suíça para os diálogos da ONU, ele procuraria avançar em uma nova Constituição e eleições supervisionadas pelas Nações Unidas.

O objetivo é produzir uma “governança credível, inclusiva e não sectária” na Síria, disse ele, e enfrentar a ameaça do terrorismo no país devastador da guerra.

Além disso, o enviado especial das Nações Unidas insistiu na libertação de detidos e pessoas desaparecidas, bem como no pedido por acesso humanitário a áreas ainda sob cerco na guerra de mais de seis anos.


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