Adolescente maranhense viverá o sonho de conduzir a Tocha Olímpica

Foto: Instituto Formação/Fábio Cabral

Na Ilha de São Luís, capital maranhense, Rayanne da Silva Xavier, 16 anos, faz dribles com a bola de basquete, seu esporte favorito, com muita alegria e expectativa. O brilho ainda maior nos olhos tem um motivo. Ao lado dos colegas, ela aguarda a chegada do dia 12 de junho, data em que vai conduzir a Tocha Olímpica, símbolo de paz e união entre os povos.

“Quando fui escolhida, fiquei bem feliz e ao mesmo tempo um pouco assustada: que honra! Tenho que fazer bonito. É uma oportunidade única que vai me marcar para o resto da vida”, comemora Rayanne.

Há dois anos, a jovem que sonha em ser juíza, para um dia ajudar na promoção da defesa dos Direitos Humanos, tem se dedicado a promover o direito ao esporte entre meninos e meninas da região onde vive, na periferia de São Luís.

Com a responsabilidade de ser uma das jovens mediadoras do Núcleo Comunitário de Esporte e Lazer (NUCEL), projeto da ONG Instituto Formação, parceiro do UNICEF no Maranhão, Rayanne, ao lado dos amigos do bairro, estimula crianças, adolescentes e outros jovens a também se dedicarem a diferentes práticas esportivas.

Na comunidade, o grupo já promoveu atividades de handebol, vôlei, badminton e rúgbi, mas é principalmente nas práticas permanentes de basquete e futebol que crianças e adolescentes percebem outros caminhos para se divertir, se relacionar, sem drogas, sem violência.

“O esporte nos ajuda a ter um pensamento mais positivo, além de contribuir com nossa saúde e com nosso desempenho na escola”, conta Rayanne, que acredita “ter adquirido uma maior responsabilidade” graças às atividades desenvolvidas com as crianças.

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), histórias como a de Rayanne são essenciais para evidenciar o poder do esporte como ferramenta de inclusão social e prevenção da violência.

“Além de ser um direito por si só, o esporte ajuda a garantir outros direitos, como estar na escola aprendendo, se desenvolver de forma saudável e crescer sem violência”, destaca Eliana Almeida, coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís. “Acreditamos que as Olimpíadas podem ser uma oportunidade de fortalecer os direitos de crianças e adolescentes como Rayanne”.

UNICEF nos Jogos Olímpicos — Rayanne faz parte de um grupo de seis jovens de diversas regiões do País que foram escolhidos, dentro da parceria do UNICEF com a Rio 2016, para conduzir a Tocha Olímpica. Eles têm a missão de representar as crianças e os adolescentes dos cinco continentes e simbolizam a esperança de um mundo melhor, no qual os seus direitos e garantias fundamentais são respeitados.

Sobre o NUCEL — O Núcleo Comunitário de Esporte e Lazer (NUCEL) é uma tecnologia social concebida pela ONG Instituto Formação, desenvolvida com o apoio do UNICEF e diversos parceiros. A iniciativa acontece especialmente em bairros de periferia das grandes cidades e em áreas rurais, com o objetivo de estruturar espaços alternativos de disseminação do esporte educativo nas escolas públicas e comunidades com participação ativa dos próprios jovens e adolescentes.

Sobre o UNICEF — O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.