Acusado de crimes de guerra e crimes contra humanidade, líder rebelde da RD Congo se rende

Bosco Ntaganda se entregou nesta segunda-feira (18) e será julgado no Tribunal Penal Internacional por acusações de utilização de crianças em conflitos armados e atos de assassinato, estupro e escravidão sexual.

Deslocados internos chegam a Munigi, República Democrática do Congo, após combatentes leais a Bosco Ntaganda se aproximarem de Goma, em 1º de março de 2013. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Deslocados internos chegam a Munigi, República Democrática do Congo, após combatentes leais a Bosco Ntaganda se aproximarem de Goma, em 1º de março de 2013. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

A Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) saudou nesta terça-feira (19) a rendição do líder rebelde Bosco Ntaganda, que era procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

De acordo com relatos da mídia, ele se entregou na Embaixada dos Estados Unidos em Ruanda na segunda-feira (18) e pediu para ser transferido para o TPI, cuja sede é em Haia, na Holanda.

“A rendição de Bosco Ntaganda e sua rápida transferência para o TPI vai ajudar a promover o processo de paz na RDC”, afirmou Roger Meece, Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da MONUSCO. “Ela também enviará um sinal forte para os outros infratores de direitos humanos de que não estão além da justiça”, acrescentou.

Ntaganda foi indiciado pelo TPI por sete acusações de crimes de guerra e três acusações de crimes contra a humanidade supostamente cometidos na província de Ituri, na RDC entre 2002 e 2003. Ele é acusado de ser responsável pela utilização de crianças em conflitos armados e atos de assassinato, estupro e escravidão sexual.