Acordo da ONU começa a ser costurado para proteção de dezenas de espécies da fauna e da flora

As novas propostas concedem proteção adicional para algumas espécies e, em alguns casos, diminuem a proteção para grupos considerados fora de risco.

Um elefante que vive na floresta da República Democrática do Congo. (UNESCO)

Várias dezenas de espécies — desde elefantes, ursos polares, tubarões e raias até plantas medicinais e árvores raras — receberão proteção adicional sob um tratado apoiado pelas Nações Unidas para a conservação de espécies ameaçadas de extinção, caso as novas propostas forem aprovadas em uma reunião mundial de vida selvagem em março próximo.

Mais de 50 países apresentaram 67 propostas para análise no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES), no prazo de meia-noite de ontem (4), e estas serão agora discutidas em uma reunião das partes do tratado, em Bangkok, Tailândia, entre 3 e 14 de março, coincidindo com o seu 40º aniversário.

“O resultado da nossa conferência mundial de fauna em 2013 será de grande importância para o futuro de muitas espécies de plantas e animais”, disse John E. Scanlon, Secretário-Geral da Convenção, administrada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em Genebra.

As novas propostas concedem proteção adicional para algumas espécies, proteção inicial para outras e, em outros casos, diminuem a proteção necessária. Burkina Faso, Quênia, Mali e Togo, por exemplo, estão pedindo uma extensão da proibição do comércio de marfim do elefante, enquanto a Tanzânia quer legalizar a caça de elefantes dentro de suas fronteiras para fins não comerciais, dizendo que sua população de elefantes não está mais em perigo.