Ações humanitárias devem incluir igualdade de gênero em suas estratégias, destaca coordenador da ONU

Para o coordenador humanitário das Nações Unidas, Stephen O’Brien, operações de assistência devem contemplar homens e mulheres igualmente. A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, destacou que mulheres são fundamentais para a recuperação de crises, mas são frequentemente as mais afetadas em situações de conflito.

Mulheres do Burundi buscam segurança na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR / Federico Scoppa

Mulheres do Burundi buscam segurança na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR / Federico Scoppa

Na semana passada (17), o coordenador de emergências das Nações Unidas, Stephen O’Brien, convocou líderes mundiais a comparecerem à Cúpula Humanitária Mundial, que acontece em maio, em Istambul, e a assumirem compromissos concretos para garantir que as operações de assistência contemplem homens e mulheres igualmente.

Em evento da 60ª Sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres, o dirigente destacou a importância da paridade de gênero para que as ações humanitárias sejam verdadeiramente eficazes. “A Cúpula Humanitária Mundial é uma oportunidade única para uma geração, para que sejamos capazes de dizer que a ação humanitária trabalhará agora para todas as pessoas afetadas”, disse O’Brien.

Segundo o coordenador de emergências, as desigualdades de gêneros já existem “há tempo demais”, colocando em perigo as vidas, a saúde e o direito à prosperidade das mulheres.

Para O’Brien, não são apenas as estratégias de desenvolvimento que estão intimamente ligadas ao empoderamento feminino. “Após nove meses nesse posto, posso confirmar que se você faz dar certo para mulheres e meninas, você faz dar certo para a ação humanitária”, afirmou.

A diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, lamentou que, em áreas de conflito, mulheres e meninas frequentemente deixam de ter acesso à educação, a serviços reprodutivos, ao cuidado médico e à participação na vida econômica e política.

“Ao mesmo tempo, mulheres são essenciais para a recuperação (de crises) e a construção de resiliência”, destacou a chefe da agência da ONU.