ACNUR ressalta necessidade de retornos sustentáveis para os refugiados e outros deslocados no sul do Quirguistão

O ACNUR relatou na semana passada que um número crescente de pessoas estão retornando às suas casas no sul do Quirguistão. Elas estavam em áreas vizinhas ao Uzbequistão e entre grupos de pessoas deslocadas internamente (IDPs).

Bandeira do Quirguistão. Foto: Rádio ONU.O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) relatou na última quarta-feira (23) ao governo e à imprensa que um número crescente de pessoas retorna às suas casas no sul do Quirguistão, vindas de áreas vizinhas do Uzbequistão e de grupos de pessoas deslocadas internamente (IDPs). Apesar de não estar em condições de verificar o número exato, neste momento, é evidente que estes retornos estão sendo incentivados e já podem ultrapassar 30 mil pessoas, afirmou o Alto Comissariado.

O ACNUR saudou os esforços de ambos os países para encontrar uma solução para a atual crise e atender às necessidades das pessoas que foram deslocadas à força. É essencial, entretanto, que estas pessoas sejam capazes de voltar em uma base informada e em condições de segurança e sustentabilidade.

O ACNUR acolheu o regresso dos refugiados e de outras pessoas deslocadas às suas casas e pediu que a readmissão na fronteira do Quirguistão seja permitida. “Retornos devem ser ordenados, voluntários e em condições de segurança e dignidade. As Nações Unidas pedem às autoridades e comunidades que se abstenham de exigir o regresso contra a vontade dos refugiados e outras pessoas deslocadas. Insistem, também, que os regressos voluntários aconteçam principalmente em direção a áreas que as agências humanitárias têm acesso”.