ACNUR: Refugiadas no Rio de Janeiro se unem à campanha dos 16 Dias de Ativismo

Por meio de oficinas sobre turbantes e maquiagens, mulheres refugiadas que vivem no Rio discutiram temas relacionados à autoestima e à prevenção da violência de gênero. Foto: ACNUR

Com batom nos lábios e um turbante na cabeça, cerca de 30 refugiadas e solicitantes de refúgio que vivem no Rio de Janeiro disseram não à violência contra as mulheres. Mas esse foi apenas o primeiro “não”. Nesta quarta-feira (25), teve início a campanha global “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, uma iniciativa para promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

A campanha tem o apoio de diversas agências da ONU, inclusive do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), que em 2015 reafirmou seu compromisso com a prevenção da violência contra as mulheres, em geral, e as mulheres refugiadas e deslocadas, em particular. No Brasil, uma abordagem ampliada dos 16 Dias propõe o início das ações em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a fim de incorporar a violência do racismo às discussões.

Foi neste marco que a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, organização parceira do ACNUR, inaugurou na segunda-feira (23) uma série de atividades para debater a questão com as refugiadas e os refugiados. A primeira delas foi uma roda de conversa com profissionais do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, em que se falou sobre a lei brasileira de proteção às mulheres (Lei Maria da Penha) e os direitos das mulheres no Brasil, mas, sobretudo, trocar experiências sobre como se dá o relacionamento entre homem e mulher em outros países.

Na terça-feira (24), mulheres refugiadas e solicitantes de refúgio de países como República Democrática do Congo, Colômbia e Ucrânia participaram de duas oficinas de valorização e autoestima, uma de maquiagem e outra de turbantes. Ambas destacaram o protagonismo, o orgulho e a beleza feminina contra as violências dos padrões estéticos.

As ações da Cáritas Rio para os 16 Dias de Ativismo continuam nesta sexta-feira (27), com um debate sobre igualdade e diversidade por meio do artesanato. Na próxima terça-feira (01) será a vez de levar a discussão para dentro do campo de futebol. Mulheres e homens refugiados participarão dos jogos do Futebol das Nações, no Maracanã, em times mistos.

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