ACNUR preocupado com ataques de morteiros em Mogadíscio

Ataques com morteiros em Mogadíscio, capital da Somália, que custou a vida de pelo menos quatro deslocados internos, incluindo duas crianças essa semana.

Civis no local para deslocados internos nas ruínas de uma catedral em Mogadíscio em agosto, último mês que a cidade havia sido atacada com morteiro. (ACNUR/ S.Modola)O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) expressou hoje sua preocupação com a retomada, nessa semana, dos ataques com morteiros em Mogadíscio, capital da Somália, que custou a vida de pelo menos quatro deslocados internos, incluindo duas crianças.

No primeiro desses ataques desde agosto do ano passado, morteiros caíram em um pequeno povoado para deslocados internos no bairro de Wardhigley, na capital, ontem de manhã.

“Acredita-se que o alvo do ataque era um hotel que hospedava forças pró-governo próximas ao complexo Villa Somalia, o palácio presidencial. Mas os morteiros não atingiram seus alvos e, ao invés disso, caíram sobre os deslocados internos”, disse em Genebra o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.

Ele contou que o último ataque com morteiro foi em agosto, quando as forças anti-governo se retiraram das maiorias dos distritos na capital. No final de 2011, o ACNUR lançou um relatório que detalha o que os somalis estão buscando em resposta à violência e se focaliza na assistência para os civis prejudicados na guerra.

Atualmente não há obrigação internacional para as partes no conflito na Somália para reparar o que causaram aos civis. Entre as recomendações do relatório, intitulado “Danos ao Civis Somalis: Criando Responsabilidades Apropriadas”, está o estabelecimento de mecanismos para seguir, analisar, investigar e responder a todos os incidentes com danos aos civis, incluindo perda de propriedade, membro da família ou vida.

“O ACNUR apela a todas as partes no conflito na Somália para que cessem os ataques aos civis e agências humanitárias ou em locais com alto risco de danos aos civis que estão próximos ao alvo. O ataque da segunda-feira claramente apresentou um risco inaceitável”, disse Edwards.