ACNUR pede que República Dominicana não deporte pessoas apátridas

“Com a população sem Estado na República Dominicana estimada em mais de 200 mil pessoas, as consequências de expulsão podem ser devastadoras”, alertou o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards.

Essa mulher nasceu no Haiti, mas seus oito filhos nasceram na República Dominicana. Centenas de milhares de pessoas de ascendência haitiana que nasceram na República Dominicana tiveram sua cidadania revogada, tornando-se apátridas e enfrentando o risco da deportação. Foto: ACNUR/B. Sokol

Essa mulher nasceu no Haiti, mas seus oito filhos nasceram na República Dominicana. Centenas de milhares de pessoas de ascendência haitiana que nasceram na República Dominicana tiveram sua cidadania revogada, tornando-se apátridas e enfrentando o risco da deportação. Foto: ACNUR/B. Sokol

A República Dominicana deve garantir que pessoas cuja cidadania foi posta em questão por uma decisão de 2013 do Tribunal Constitucional não sejam deportadas, declarou nesta sexta-feira (19) a agência da ONU para os refugiados.

“A decisão do Tribunal e o plano de regularização posterior que deu aos indivíduos nascidos na República Dominicana até meados de junho para regularizar a sua situação impactou dezenas de milhares de pessoas”, explicou o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Adrian Edwards, durante uma coletiva de imprensa em Genebra. “A maioria deles nasceu na República Dominicana e são de ascendência haitiana”, acrescentou.

“Com a população sem estado na República Dominicana estimada em mais de 200 mil pessoas, as consequências de expulsão podem ser devastadoras”, alertou Edwards.