ACNUR lista 7 maneiras de ajudar meninas refugiadas a frequentar a escola

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) listou sete maneiras de ajudar meninas refugiadas a frequentar a escola nos países de acolhimento.

Aumentar a capacidade das escolas beneficiaria meninas das comunidades locais, assim como crianças refugiadas, trazendo vantagens de longo prazo para as futuras gerações em áreas que precisam de ajuda, de acordo com a agência das Nações Unidas.

Escola no Líbano funciona em dois turnos para que crianças refugiadas possam estudar. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Escola no Líbano funciona em dois turnos para que crianças refugiadas possam estudar. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

1. As escolas devem ter espaço para as meninas

São as meninas que mais frequentemente perdem na disputa por um lugar em sala de aula. Crianças refugiadas em todo o mundo são afetadas pela escassez de vagas nas escolas, particularmente no nível secundário, onde a falta é mais evidente. É fundamental apoiar políticas que garantam acesso inclusivo e equitativo para corrigir esse desequilíbrio. Aumentar a capacidade das escolas beneficiará as meninas das comunidades locais, assim como as crianças refugiadas, trazendo vantagens de longo prazo para as futuras gerações em áreas que precisam de ajuda.

2. Nenhuma menina deve deixar de frequentar a escola por conta de uma jornada longa ou perigosa

Crianças refugiadas de El Salvador caminham para a escola em Chiapas, no México. Uma crescente crise de refugiados na América Central tem visto centenas de milhares de pessoas escaparem da violência das gangues em El Salvador, Honduras e Guatemala. Foto: ACNUR / Daniele Volpe

Crianças refugiadas de El Salvador caminham para a escola em Chiapas, no México. Uma crescente crise de refugiados na América Central tem visto centenas de milhares de pessoas escaparem da violência das gangues em El Salvador, Honduras e Guatemala. Foto: ACNUR / Daniele Volpe

Meninas refugiadas são mais vulneráveis e precisam de mais proteção contra assédio, agressão sexual e sequestro no caminho para a escola. Ações comunitárias para proteger as crianças refugiadas com o apoio das autoridades locais devem ser prioridade.

“Trens escolares”, quando grupos de alunos viajam juntos com um acompanhante adulto regular, são uma solução quando a escola está a uma pequena distância. No entanto, longas viagens até a escola secundária são um impedimento para muitas crianças, particularmente meninas. A melhoria do transporte, como o fornecimento de ônibus só para meninas, pode determinar se as meninas refugiadas terão a permissão dos pais para frequentar a escola. Internatos para meninas provaram ser bem-sucedidos em alguns ambientes, assim como albergues onde elas podem permanecer em segurança durante o período escolar.

3. As escolas devem ser adaptadas às necessidades das meninas

Banheiros em um local de alojamento para refugiados em Alexandria, na Grécia. Foto: ACNUR/Kyvernitis Yorgos

Banheiros em um local de alojamento para refugiados em Alexandria, na Grécia. Foto: ACNUR/Kyvernitis Yorgos

Nenhuma menina deve perder aula por falta de produtos de higiene, acesso à água potável ou banheiros privados e seguros. Quando não há banheiros separados, as meninas são menos propensas a frequentar a escola. As escolas precisam de apoio para fornecer essas instalações e itens básicos de higiene, como absorventes, papel e sabonete.

4. Não deve haver assédio moral ou violência de gênero nas escolas

Muganzifuri, de 12 anos, é estudante da escola Paysannat, no campo de refugiados de Mahama, em Kirehe, leste de Ruanda. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Muganzifuri, de 12 anos, é estudante da escola Paysannat, no campo de refugiados de Mahama, em Kirehe, leste de Ruanda. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Professores precisam de formação contínua para promover as melhores práticas e garantir que certos comportamentos que impedem meninas de irem à escola não aconteçam. Os professores estão na posição perfeita para promover ideias de igualdade de gênero e respeito mútuo entre meninas e meninos.

5. As famílias de refugiados precisam ser incentivadas a manter as meninas na escola

Uma mãe refugiada síria ajuda seus filhos com o trabalho escolar no campo de refugiados de Azraq, na Jordânia, à luz de uma lâmpada movida a energia solar. Foto: ACNUR/Sebastian Rich

Uma mãe refugiada síria ajuda seus filhos com o trabalho escolar no campo de refugiados de Azraq, na Jordânia, à luz de uma lâmpada movida a energia solar. Foto: ACNUR/Sebastian Rich

Se refugiados adultos são capazes de trabalhar e sustentar suas famílias, é mais provável que eles deixem seus filhos na escola. Reuniões frequentes entre pais e professores podem ajudar os pais a compreenderem seu papel na facilitação de uma educação eficaz.

O fornecimento de luz e energia sustentável para os lares de refugiados também permite que muitas meninas frequentem a escola porque não precisam mais passar horas coletando lenha. Isso também significa que elas podem fazer sua lição de casa ou acompanhar seus estudos após o anoitecer.

6. Os alunos refugiados precisam de mais professoras

Alaa Kassab, de 25 anos, refugiada da Síria, é professora assistente em uma escola primária em Geltow, na Alemanha. Antes de ser forçada a fugir da guerra, ela deu aula em uma escola bilíngue em Alepo. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Alaa Kassab, de 25 anos, refugiada da Síria, é professora assistente em uma escola primária em Geltow, na Alemanha. Antes de ser forçada a fugir da guerra, ela deu aula em uma escola bilíngue em Alepo. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Existe uma necessidade urgente de recrutar e formar mais professoras de dentro das comunidades de acolhimento e refugiadas. Meninas e meninos precisam de modelos femininos, mas as meninas em particular tendem a ser encorajadas e motivadas pela presença de uma mulher instruída na sala de aula.

7. Com um pouco de ajuda extra, as meninas podem ter sucesso

Foto: ACNUR

Foto: ACNUR

As atividades extracurriculares permitem que as meninas melhorem seu desempenho, impulsionem seus estudos e prosperem academicamente e emocionalmente, aumentando sua autoestima. Isso faz com que elas tenham a chance de um futuro melhor.


Mais notícias de:

Comente

comentários