ACNUR lamenta morte de civis no Iêmen

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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou nesta semana estar “profundamente chocada e entristecida” com a morte de pelo menos 20 civis, incluindo mulheres e crianças, no distrito de Mawza, no Iêmen. A região foi atingida por um ataque aéreo. Vítimas eram indivíduos forçadamente deslocados pelo conflito que afeta o país desde 2015. Ofensiva militar fatal aconteceu na tarde da última terça-feira.

Família iemenita em sua residência destruída. Foto:  OCHA/Eman

Família iemenita em sua residência destruída. Foto: OCHA/Eman

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou nesta semana estar “profundamente chocada e entristecida” com a morte de pelo menos 20 civis, incluindo mulheres e crianças, no distrito de Mawza, no Iêmen. A região foi atingida por um ataque aéreo. Vítimas eram indivíduos forçadamente deslocados pelo conflito que afeta o país desde 2015. Ofensiva militar fatal aconteceu na tarde da última terça-feira.

“Esse último incidente mais uma vez demonstrar os perigos extremos que civis enfrentam no Iêmen, em particular os civis que tentam fugir da violência, uma vez que eles desproporcionalmente têm de suportar o fardo do conflito”, afirmou o porta-voz do organismo internacional, William Spindler.

O número de civis mortos em Mawza ainda está sendo contabilizado. Segundo relatos, a maioria das vítimas pertencia a uma mesma família. Elas eram originárias do distrito vizinho de Al Mokha, mas tiveram de deixar o local por causa da guerra. O ataque também deixou muitos feridos, de acordo com as informações recebidas pelo ACNUR.

Ambos os distritos ficam no interior da província de Taiz, que abriga cerca de 303 mil deslocados internos — em torno de 15% dos 2 milhões de iemenitas que deixaram suas comunidades por causa da violência, mas permaneceram dentro do território nacional. O ACNUR reiterou que uma solução pacífica para a crise é urgentemente necessária para pôr fim ao conflito no Iêmen e ao sofrimento dos civis.


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