ACNUR fornece unidades de habitação emergencial para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

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À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

O mais recente embarque ocorreu na última segunda-feira (20), quando dois aviões da Força Aérea do Peru estiveram em Manaus (AM) para fazer o transporte de 48 unidades para aquele país.

Na ocasião, esteve presente o cônsul do Peru em Manaus, Jose Yepez, que foi recebido por profissionais do ACNUR. O exército brasileiro contribuiu para a operacionalização de envio das cargas, realizando o transporte entre o armazém e o aeroporto de Manaus.

“O ACNUR Brasil segue atuando de forma coordenada com a Operação Acolhida no apoio emergencial para o enfrentamento à COVID-19, e em articulação com os diferentes escritórios da América Latina que enfrentam a pandemia, em um momento onde também é enfrentada uma crise de deslocamento forçado sem precedentes”, enfatiza o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

As RHUs são uma solução inovadora de abrigamento concebido através de uma colaboração entre o ACNUR, a empresa social Better Shelter e a Fundação IKEA. É uma estrutura sustentável, composta de aço leve, energia solar para carregar as lâmpadas e celulares, além de um inovador sistema de ancoragem e adaptação a diferentes condições climáticas.

No Brasil, as unidades vêm sendo amplamente utilizadas nos abrigos de Roraima, no Abrigo de Trânsito de Manaus (ATM), em várias localidades indígenas em vários estados do país, e como áreas de isolamento eficazes em abrigamentos e demais pontos que apresentem demanda.

Emergência dentro da emergência

O ACNUR segue intensificando as ações emergenciais para a população refugiada e migrante no Brasil. Em parceria com a Operação Acolhida, a agência apoiou a construção da Área de Proteção e Cuidados (APC) em Roraima, uma das frentes da resposta de saúde dos governos federal, estadual e municipal à pandemia do novo coronavírus.

No Amazonas, 472 indígenas foram realocados para espaços mais seguros e adequados à pandemia, em parceria a Prefeitura de Manaus e outras agências das Nações Unidas.

Em Roraima, o ACNUR já distribuiu mais de 9 mil kits de limpeza, higiene pessoal, colchões e redes, beneficiando cerca de 15 mil pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela.

No território nacional, o ACNUR tem reforçado o apoio financeiro para pessoas refugiadas em situação de maior vulnerabilidade, suprindo seus gastos emergenciais durante a pandemia da COVID-19.

Também tem atuado na distribuição de informações seguras sobre a prevenção ao novo coronavírus e de orientações sobre como a população refugiada pode acessar os auxílios pagos pelo governo federal. Tudo isso em coordenação com autoridades públicas, parceiros da sociedade civil, academia e doadores individuais e empresariais.

Cuidados da Operação Acolhida à COVID-19

Lançada em março de 2018 no Brasil, a Operação Acolhida é uma força tarefa humanitária, coordenada pelo Ministério da Defesa, composta por vários ministérios, com apoio de órgãos estaduais e municipais, ACNUR e outras agências das Nações Unidas, além de mais de 100 entidades da sociedade civil.

O objetivo da operação é oferecer assistência emergencial aos refugiados e migrantes que entram no Brasil pela fronteira com Roraima.

Em função da pandemia, a força-tarefa da Operação Acolhida reforçou os cuidados no atendimento à população venezuelana no Norte do país, inclusive com a interiorização de quem vive nos abrigos da região.

Medidas adicionais de higienização e checagem das condições de saúde foram adotadas em todas as etapas do processo, como o estabelecimento de áreas de proteção e cuidado em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima, e em Manaus, no Amazonas.