ACNUR firma acordo para promover informações sobre microcrédito a refugiados empreendedores no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) firmaram em abril (14) um acordo de cooperação que busca prover informações sobre o acesso ao microcrédito e microfinanças a refugiados que já são empreendedores ou que queiram abrir seu próprio negócio no Brasil.

A parceria é firmada em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, na qual pequenos e médios empreendedores estão tendo dificuldades para manter seus negócios em funcionamento.

Empreendedores refugiados se beneficiarão de informações sobre microcrédito por meio de acordo firmado entre ACNUR e ABCRED. Foto: Arquivo pessoal/Duchelier Mahonza Kinkani

Empreendedores refugiados se beneficiarão de informações sobre microcrédito por meio de acordo firmado entre ACNUR e ABCRED. Foto: Arquivo pessoal/Duchelier Mahonza Kinkani

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) firmaram em abril (14) um acordo de cooperação que busca prover informações sobre o acesso ao microcrédito e microfinanças a refugiados que já são empreendedores ou que queiram abrir seu próprio negócio no Brasil.

A parceria é firmada em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, na qual pequenos e médios empreendedores estão tendo dificuldades para manter seus negócios em funcionamento.

O entendimento conjunto de que a inclusão financeira só se materializa quando os serviços de inclusão financeira são acessados e atendem as necessidades reais da população, as atividades a serem promovidas no âmbito da parceria envolvem a elaboração de materiais informativos e a realização de capacitações em educação financeira voltados para pessoas refugiadas.

O acordo prevê também o compartilhamento de boas práticas e informações sobre microcrédito e microfinanças, a serem repassadas aos parceiros do ACNUR, ampliando assim o alcance da informação pelo território nacional.

Uma pesquisa publicada em 2019 pelo ACNUR no Brasil mostrou que a população refugiada no Brasil tem elevada formação acadêmica (mais de 34% concluíram o Ensino Superior) e que cerca de 80% dos entrevistados afirmaram ter disposição para empreender, sendo que 22% já estão em atividades empresariais.

“O acesso ao microcrédito produtivo aliado ao esforço de disseminar educação financeira são alicerces fundamentais para que pessoas refugiadas empreendedoras possam alcançar soluções sustentáveis para seus negócios, contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirma Paulo Sérgio de Almeida, oficial de meios de vida do ACNUR.

“Com essa parceria vamos conseguir disseminar o microcrédito produtivo e orientado também para o grupo de pessoas refugiadas no Brasil, o crédito orientado é fundamental em momentos como este que estamos passando. Além do crédito, os empreendedores refugiados receberão conteúdo de educação financeira. A capacitação ajudará o empreendedor a planejar o futuro do negócio de forma consciente”, comenta Claudia Cisneiros, presidente da ABCRED.

Como forma de dar visibilidade aos diferentes serviços desenvolvidos por essa população no Brasil, o ACNUR lançou neste mês a página Refugiados Empreendedores, onde estão listadas diferentes serviços promovidos por refugiados que adaptaram os seus negócios diante a crise da COVID-19.

Sobre o ACNUR e a ABCRED

A Agência da ONU para Refugiados, cujas atividades iniciaram em janeiro de 1951, visa proteger e assegurar os direitos de pessoas em situação de refúgio e deslocamento forçado, trabalhando para garantir que qualquer pessoa possa exercer plenamente o direito de buscar e receber refúgio em outro país e, caso deseje, regressar ao seu local de origem de forma segura.

Com 34 associadas, a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) atua para proporcionar o desenvolvimento das instituições de microfinanças no país.