ACNUR envia funcionários e suprimentos para ajudar pessoas afetadas pelo ciclone Idai

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com os governos e os parceiros que promovem ajuda humanitária em Moçambique, Zimbábue e Malauí para socorrer aos sobreviventes do ciclone tropical Idai, que atingiu a costa leste do sul da África nos dias 14 e 15 de março.

O ACNUR está mobilizando abrigos de emergência e itens básicos de ajuda humanitária de seus estoques globais para apoiar 30 mil pessoas em extrema necessidade, incluindo refugiados afetados no Zimbábue, as comunidades de acolhida e a população local deslocada pelo ciclone.

Vista aérea de Tengani, Nsanje, no Malauí, afetada por inundações devido a chuvas incessantes no período de 5 a 9 de março de 2019. Foto: UNICEF/Juskauskas

Vista aérea de Tengani, Nsanje, no Malauí, afetada por inundações devido a chuvas incessantes em março de 2019. Foto: UNICEF/Juskauskas

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com os governos e os parceiros que promovem ajuda humanitária em Moçambique, Zimbábue e Malauí para socorrer aos sobreviventes do ciclone tropical Idai, que atingiu a costa leste do sul da África nos dias 14 e 15 de março.

A organização está enviando equipes que atuam em situações de emergência e fornecendo suprimentos para apoiar pessoas afetadas por um dos maiores desastres na região dos últimos tempos.

Segundo o ACNUR, os esforços demonstram solidariedade com os povos da região, que há décadas hospeda generosamente refugiados e compartilha seus recursos limitados com eles.

“Nossas equipes apoiarão os esforços em andamento para responder às necessidades urgentes de salvar vidas das pessoas afetadas pelo desastre, incluindo suporte aos refugiados que estão abrigados nesses países”, disse o ACNUR.

O ACNUR está mobilizando abrigos de emergência e itens básicos de ajuda humanitária de seus estoques globais para apoiar 30 mil pessoas em extrema necessidade, incluindo refugiados afetados no Zimbábue, as comunidades de acolhida e a população local deslocada pelo ciclone.

A população afetada tem extrema necessidade de suprimentos básicos, como comida, serviços de saúde e abrigo. Os itens de assistência incluem tendas para acomodar famílias, lonas de plástico, colchonetes, utensílios de cozinha, baldes, mosquiteiros, lâmpadas solares e sabão.

Em Moçambique, o país mais afetado pelo ciclone, o governo declarou emergência nacional. Mais de 240 pessoas morreram no desastre natural, e a estimativa é de que esse número aumente e exceda 1 mil. Atualmente, o país abriga cerca de 25 mil refugiados, os quais não foram diretamente afetados.

No Zimbábue, o governo declarou estado de emergência, e 104 pessoas morreram como resultado do ciclone. Dois distritos foram gravemente afetados, incluindo o distrito de Chipinge, que abriga o campo de refugiados de Tongogara. O campo abriga atualmente 13 mil refugiados, muitos dos quais ficaram feridos.

O ACNUR está realizando avaliações no campo de Tongogara para determinar a extensão dos danos. Com base nas informações disponíveis, 2 mil casas de refugiados, construídas principalmente com tijolos de barro, foram total ou parcialmente danificadas. Mais de 600 latrinas desmoronaram, e a água do poço corre o risco de ser contaminada devido às águas das cheias. Existe um perigo real de um surto de doenças transmitidas pela água.

As comunidades de acolhida também foram afetadas. Estima-se que 100 mil moradores do distrito de Chipinge, no Zimbábue, incluindo cerca de 20 mil que moram perto do campo de refugiados, precisam urgentemente de assistência humanitária que salve vidas.

No Malauí, onde 84 pessoas morreram, o governo também declarou estado de desastre nacional. Pelo menos 15 distritos e duas cidades foram afetados, com aproximadamente 840 mil pessoas afetadas pelas enchentes.

Cerca de 94 mil pessoas estão deslocadas e abrigadas em locais improvisados ​​para deslocados internos. Os locais de refugiados no Malawi não foram diretamente afetados.

Mais de 4,4 mil cidadãos moçambicanos – incluindo mulheres e crianças – foram forçados a procurar segurança da devastação do ciclone no distrito de Nsanje, no Malauí. A agência da ONU pretende apoiar tanto os moçambicanos recém-chegados como a comunidade de acolhida no país.

O ACNUR lembrou ter décadas de experiência respondendo rapidamente a emergências humanitárias de refugiados em todo o mundo.


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