ACNUR: Encontro na Tailândia aprova plano para proteger migrantes no golfo de Bengala

Mais de 88 mil pessoas cruzaram o golfo de Bengala desde 2014 e acredita-se que outros mil já morreram por causa dos abusos e privações no mar.

Em Aceh, Indonésia, sobreviventes resgatados por pescadores consolam um ao outro depois da terrível jornada no mar. Foto: ACNUR/F. Ijazah

Em Aceh, Indonésia, sobreviventes resgatados por pescadores consolam um ao outro depois da terrível jornada no mar. Foto: ACNUR/F. Ijazah

A agência para refugiados da ONU (ACNUR) parabenizou, nesta sexta-feira (29), os resultados positivos de um encontro regional, na Tailândia, para encontrar soluções para os refugiados e migrantes à deriva no golfo de Bengala e mar do Andamão. A reunião concluiu com a adoção de um plano de ação de 10 pontos, com foco na busca e resgate, no desembarque seguro, no combate ao tráfico, na recepção e causas da migração. Na ocasião, reconheceu-se a necessidade de aumentar a cooperação e esforços coletivos entre os países implicados.

A reunião também abordou a importância de proteger os mais vulneráveis, principalmente mulheres e crianças e os participantes concordaram em adotar medidas para melhorar os meios de vida das comunidades em risco como meio de evitar novos deslocamentos.

“Salvar vidas deve ser a nossa prioridade número um”, disse o alto comissário assistente para proteção do ACNUR, Volker Türk.  Além de reiterar a necessidade de um melhor acolhimento desses migrantes, Türk pediu aos países garantias para o acesso do ACNUR a estas áreas.

“Essas propostas são um bom começo que precisarão de uma implementação robusta”, disse, sugerindo, como exemplo, o reconhecimento legal de residência em Mianmar com vistas à concessão de cidadania aos apátridas.

Mais de 88 mil pessoas cruzaram o golfo de Bengala desde 2014 e acredita-se que outros mil já morreram por causa dos abusos e privações no mar.