ACNUR: é hora de mostrar solidariedade com refugiados e comunidades de acolhida

É hora de mostrar solidariedade com os refugiados e as comunidades que os acolhem, disse nesta quarta-feira (20), Dia Mundial do Refugiado, o alto-comissário da ONU para o tema, Filippo Grandi, em comunicado.

“À medida que os conflitos surgem, reaparecem, persistem e se aprofundam, 68,5 milhões de pessoas estão deslocadas em todo o mundo. Nove entre dez pessoas estão nos seus próprios países ou países vizinhos, e o impacto é enorme – para os refugiados e as comunidades que abrem suas portas para eles”, disse.

Refugiados e migrantes no Mediterrâneo são resgatados pela Aquarius, embarcação operada pelo ONG SOS Mediterranée. Foto: Karpov/SOS MEDITERRANEE

Refugiados e migrantes no Mediterrâneo são resgatados pela Aquarius, embarcação operada pelo ONG SOS Mediterranée. Foto: Karpov/SOS MEDITERRANEE

É hora de mostrar solidariedade com os refugiados e as comunidades que os acolhem, disse nesta quarta-feira (20), Dia Mundial do Refugiado, o alto-comissário da ONU para o tema, Filippo Grandi, em comunicado.

“À medida que os conflitos surgem, reaparecem, persistem e se aprofundam, 68,5 milhões de pessoas estão deslocadas em todo o mundo. Nove entre dez pessoas estão nos seus próprios países ou países vizinhos, e o impacto é enorme – para os refugiados e as comunidades que abrem suas portas para eles”, disse.

Segundo Grandi, agora, mais do que nunca, cuidar da população refugiada deve ser uma responsabilidade global e compartilhada. “É hora de fazer as coisas de maneira diferente”, declarou.

O alto-comissário da ONU disse que um novo modelo está sendo testado, com resultados positivos – baseado em igualdade, justiça e nos valores e padrões humanitários.

“Os países e as comunidades precisam de um apoio mais sistemático e de longo prazo à medida que assumem o trabalho de ajudar as famílias deslocadas. Os próprios refugiados precisam ser incluídos em novas comunidades e ter a chance de atingir seu potencial.”

“E soluções são necessárias – para ajudar os refugiados a voltar para casa quando for a hora certa ou construir novas vidas em outro lugar. Esses são objetivos do Pacto Global sobre Refugiados, a ser adotado este ano”, disse.

Grandi lembrou que essa realidade é vista todos os dias em Beirute, no Líbano; em Cox’s Bazar, em Bangladesh; em Yumbe, em Uganda; em Frankfurt, na Alemanha; em Lima, no Peru; e em inúmeras aldeias, vilas e cidades ao redor do mundo.

“São os homens, as mulheres e crianças de lá, as organizações locais e os grupos religiosos, os professores, empresários locais e líderes municipais que fazem a diferença – com humanidade, compaixão e solidariedade”, declarou.

“Muitas vezes, essas comunidades estão à margem – em áreas fronteiriças remotas ou com poucos recursos próprios. No entanto, quando pessoas refugiadas chegam, eles compartilham o que têm, motivados pela compaixão e por um senso de dignidade humana. E quando todos trabalham juntos, os resultados são poderosos.”

“Quem são esses heróis do dia-a-dia? Pessoas que sabem o que significa pertencer a uma comunidade e estão prontas para ajudar outras a se sentirem acolhidas, seja ajudando diretamente ou trabalhando em conjunto – como parte de uma igreja ou mesquita local, um grupo escolar, uma equipe esportiva, sociedade cooperativa ou um grupo de jovens. Alguns foram refugiados e sabem o que isso significa. Por meio de sua generosidade, eles enxergam o potencial dos refugiados e as infinitas oportunidades de ajudá-los.”

De acordo com Grandi, ajudar os refugiados a reconstruir suas vidas é uma responsabilidade de todos. “Devemos trabalhar juntos para que eles possam alcançar o que a maioria de nós considera normal – educação, um lugar para morar, um emprego, fazer parte de uma comunidade. Com o tempo, o impacto é enorme – para as famílias de refugiados e para aqueles que as acolhem”.

“No Dia Mundial dos Refugiados, é hora de reconhecer a humanidade deles, e desafiar a nós mesmos e a outras pessoas a apoiá-los – recebendo e acolhendo refugiados em nossas escolas, nossos bairros e nossos locais de trabalho. É assim que a solidariedade começa – com todos nós.”