ACNUR e Ação da Cidadania doam alimentos para venezuelanos no Norte do Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONG Ação da Cidadania irão entregar cerca de 5.000 cestas de alimentos não perecíveis para refugiados e migrantes venezuelanos no Norte do Brasil, a partir de Boa Vista e outras cidades do Estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho.

As entregas iniciaram na última quarta-feira (15) e vão até o dia 22 de julho. Cada cesta é suficiente para alimentar uma família de até quatro pessoas durante 15 dias. Numa primeira fase, os alimentos chegarão até a fronteira com a Venezuela, em Pacaraima.

Maria das Dores (Coordenadora da ONG Anjos de Luz) , Arturo de Nieves (Chefe do escritório do ACNUR de Boa Vista) e Cida Cardoso (Coordenadora Ação da Cidadania) celebram entrega de 1.175 cestas básicas em Boa Vista Roraima. Foto: Lucas Novaes/ACNUR

Numa parceria inédita, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONG Ação da Cidadania irão entregar cerca de 5.000 cestas de alimentos não perecíveis para refugiados e migrantes venezuelanos no Norte do Brasil, a partir de Boa Vista e outras cidades do Estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho.

As entregas iniciaram na última quarta-feira (15) e vão até o dia 22 de julho. Cada cesta é suficiente para alimentar uma família de até quatro pessoas durante 15 dias. Numa primeira fase, os alimentos chegarão até a fronteira com a Venezuela, em Pacaraima.

Entre as entidades e organizações beneficiadas estão o Centro de Migrações e Direitos Humanos da Diocese de Roraima (CMDH), a Associação Grupo de Mães Anjo de Luz, a Cáritas Diocesana de Manaus, Pastoral do Migrante de Pacaraima.

Todas as entidades são parcerias do ACNUR na resposta ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos em Roraima. As populações atendidas por estas organizações estão fora dos abrigos da Operação Acolhida – resposta do governo federal a este fluxo, que é apoiado pelo ACNUR, por outras agências da ONU e por organizações da sociedade civil. Por estarem fora dos abrigos, estas pessoas não têm acesso aos serviços oferecidos nestas instalações – o que inclui três refeições diárias.

Para o diretor-executivo da Ação da Cidadania, Rodrigo “Kiko” Afonso, o drama dos refugiados em Roraima, e em diversas outras regiões do país, só se agravou com a pandemia da COVID-19. “São milhares de famílias que já vivem em situação extremamente vulnerável e que ainda têm que lidar com o preconceito e exploração devido à sua condição de refugiados, muitas vezes deixados à margem dos programas sociais e pela sociedade. O trabalho da Ação da Cidadania em parceria com o ACNUR para tentar minimizar o sofrimento dessas famílias e faz parte da nossa visão de que todos têm direito a um tratamento humano, em especial os mais vulneráveis, sejam eles de onde forem”.

De acordo com Jose Egas, Representante do ACNUR no Brasil, o acesso à alimentação adequada é essencial para assegurar a proteção, segurança, saúde e bem-estar das pessoas que são forçadas a deixar seu país por causa de conflitos, perseguições e violações generalizadas de seus direitos humanos. “Por meio desta parceria, o ACNUR poderá atender demandas alimentares de refugiados e migrantes venezuelanos iniciando pelo norte do país, fortalecendo assim a resposta que está sendo dada a esta população por meio da Operação Acolhida”.

Segundo dados do governo federal, cerca de 260 mil venezuelanos estão no Brasil – sendo que 130 mil cidadãos venezuelanos já solicitaram refúgio às autoridades brasileiras. O Governo brasileiro já reconheceu mais de 37 mil venezuelanos como refugiados. O Brasil possui uma população refugiada estimada em 50 mil pessoas, além de quase 300 mil solicitações de refúgio aguardando análise do governo federal via CONARE (Comitê Nacional para Refugiados).