ACNUR: Cadernetas de Saúde para refugiados são lançadas no Rio de Janeiro

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) apoiou a produção das versões em inglês e francês da publicação. Além de romper a barreira idiomática, as novas cadernetas possibilitam um melhor controle de agendamentos, consultas e esclarecimento sobre os direitos dos cidadãos.

A refugiada Nenete recebe a versão em francês da caderneta traduzida pelo ACNUR, com orientações sobre a unidade de saúde mais próxima da sua casa. Foto: ACNUR/D.Félix

A refugiada Nenete recebe a versão em francês da caderneta traduzida pelo ACNUR, com orientações sobre a unidade de saúde mais próxima da sua casa. Foto: ACNUR/D.Félix

Os refugiados e solicitantes de refúgio que vivem na cidade do Rio de Janeiro ganharam mais uma ferramenta para acessar plenamente os serviços do sistema de saúde pública municipal. Em evento realizado nesta quinta-feira (19) na Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, organização parceira do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), foram lançadas as versões em inglês e francês da Caderneta de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

As cadernetas foram traduzidas pelo ACNUR e trazem informações sobre a unidade básica de saúde de referência para o usuário, de acordo com seu local de residência. Além disso, a publicação possibilita um controle dos agendamentos e consultas realizadas e inclui uma seção sobre os direitos do cidadão, esclarecendo que todos os refugiados e solicitantes de refúgio podem acessar o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integral, universal e gratuita.

Para celebrar esse lançamento, a Cáritas RJ e a Secretaria Municipal realizaram uma Feira de Saúde para refugiados e solicitantes de refúgio em que foram oferecidas orientação sobre a rede de referência para atendimento de saúde, vacinação e orientações sobre saúde bucal e saúde reprodutiva. Cerca de 70 pessoas foram atendidas pelas equipes da secretaria ao longo do dia e todos os participantes receberam o cartão do SUS.

“A atenção primária à saúde no Brasil é organizada de acordo com o território. Nós fizemos a tradução da caderneta do usuário para que as pessoas que precisam de atendimento possam saber qual é a unidade de atenção primária mais próxima de suas casas. Apresentamos também o ‘Onde Ser Atendido’, uma ferramenta on-line em que você coloca o seu endereço e é informado sobre a sua unidade de referência, seu médico, seu enfermeiro e seu agente comunitário”, explicou Fabiane Minozzo, assessora técnica da Superintendência de Atenção Primária da SMS.

“Sabemos que a questão da tradução é importante porque a linguagem é a primeira barreira que os refugiados enfrentam para compreender como funciona a estrutura de saúde. Muitos deles não entendem que o SUS é universal”, complementou Débora Teixeira, também assessora técnica da Superintendência da SMS.

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